Pessoas que drenam nossa energia emocional

    Você já saiu de uma conversa se sentindo completamente esgotado? Sem ter feito esforço físico algum, mas com aquela sensação de que sua energia simplesmente desapareceu?

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  Todos nós já encontramos pessoas assim em algum momento da vida. Pessoas que reclamam o tempo todo, que vivem em conflito, que criticam, manipulam, cobram ou fazem com que a gente se sinta constantemente culpados. Não porque sejam más, mas porque carregam dores que acabam transbordando sobre quem está por perto. O problema é quando esse contato deixa de ser ocasional e passa a fazer parte da nossa rotina.

   Nem sempre percebemos, mas nossa a saúde mental também é influenciada pelas relações que cultivamos. Assim como existem pessoas que nos inspiram, nos acolhem e nos fazem nos sentirmos mais leves, existem aquelas que, pouco a pouco, acabam consumindo a nossa tranquilidade. São pessoas que transformam qualquer assunto em problema. Que nunca encontram soluções, apenas novos motivos para reclamar. Que invalidam nossos sentimentos, diminuem nossas conquistas ou fazem com que a gente se sinta responsável pela felicidade delas.

    E por vezes, acreditamos que precisamos salvar todo mundo. Mas não precisamos. Empatia é uma das qualidades mais bonitas que existem. Entretanto, empatia não significa carregar o peso emocional de todas as pessoas. Existe uma diferença enorme entre acolher alguém e absorver o sofrimento do outro como se fosse nosso. E quando isso acontece por muito tempo, ficamos mais cansados, irritados, ansiosos e sem energia até para fazer aquilo que a gente gosta. É como uma bateria que nunca consegue recarregar completamente.

   Por isso, aprender a estabelecer limites também é um ato de saúde mental. Nem sempre será possível se afastar de determinadas pessoas, principalmente quando fazem parte da família ou do nosso ambiente de trabalho. Mas é possível estabelecer uma distância emocional saudável, não assumir problemas que não são seus e preservar seu equilíbrio. A maturidade emocional também passa por entender que nem toda batalha precisa ser comprada. Nem toda discussão merece resposta. Nem toda dor do outro pode ser resolvida por você. Proteger a sua energia não é egoísmo, é autocuidado. Quanto mais fortalecemos nossa saúde emocional, mais conseguimos oferecer o melhor de nós sem acabar nos perdendo pelo caminho.

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Cláudia Russo

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