Nove mulheres foram vítimas de feminicídio na Região Sul de Santa Catarina entre janeiro e 24 de agosto deste ano. Os dados são da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-SC) e mostram um crescimento de 50% na comparação com o mesmo período de 2025, quando seis casos haviam sido registrados.
Os números colocam o Sul entre as regiões catarinenses com ocorrências mais preocupantes. Os nove feminicídios representam 23,7% de todas as 38 mortes classificadas como feminicídio em Santa Catarina até o momento em 2026.
Na região, os casos ocorreram em Criciúma, Braço do Norte, Araranguá, Balneário Rincão, Imbituba e Sangão.
Aumento ocorre apesar de medidas de proteção
O crescimento das mortes chama atenção porque ocorre paralelamente à ampliação de mecanismos voltados à prevenção e ao atendimento de mulheres vítimas de violência.
Para o promotor de Justiça Samuel Dal Farra Naspolini, da 12ª Promotoria de Justiça de Criciúma, os números evidenciam um cenário contraditório para quem trabalha diretamente no enfrentamento da violência contra a mulher.
A avaliação é de que, mesmo com instrumentos de proteção e atendimento sendo fortalecidos, os casos de violência extrema continuam ocorrendo e exigem atenção permanente das autoridades.
Números acendem alerta no Sul
A estatística considera os registros realizados entre 1º de janeiro e 24 de agosto de 2026. Na comparação anual, o Sul passou de seis para nove feminicídios no período analisado.
O levantamento da SSP-SC reforça a dimensão regional do problema e coloca os municípios onde ocorreram as mortes no centro das ações de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher.









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