O litoral de Imbituba voltou a se destacar como uma das principais áreas de reprodução das baleias-francas no Sul do Brasil. Durante um sobrevoo realizado na terça-feira (18), pesquisadores contabilizaram 90 animais no município, distribuídos em 45 pares de mãe e filhote.
O levantamento faz parte do Programa de Monitoramento das Baleias-francas da SCPAR Porto de Imbituba e foi realizado pelo Instituto Australis. Foi o segundo sobrevoo da temporada.
Considerando toda a área monitorada, entre Florianópolis e Torres (RS), foram identificadas 173 baleias. Desse total, 172 estavam em duplas formadas por mãe e filhote. Apenas um animal adulto foi observado sozinho.
Luz e Ribanceira concentram maior número
A maior quantidade de baleias foi encontrada no trecho entre a Praia do Luz e a Ribanceira, onde os pesquisadores registraram 31 pares, ou seja, 62 animais.
Outro ponto de concentração ficou entre a Praia da Vila e Itapirubá Norte, com mais 14 duplas e 28 baleias.
Em Garopaba, cinco pares foram observados a partir da Praia da Ferrugem. Outros animais apareceram ao longo da costa, desde a região do Cabo de Santa Marta, em Laguna, até Torres.
Fêmea rara reaparece com filhote
Entre os registros que chamaram a atenção dos pesquisadores está o reencontro de uma fêmea semi-albina, considerada uma ocorrência rara.
O animal havia sido fotografado sozinho durante o primeiro voo da temporada, realizado em julho. Na ocasião, os pesquisadores levantaram a possibilidade de que estivesse gestante.
Agora, a hipótese foi confirmada. A fêmea voltou a ser identificada, desta vez acompanhada de um filhote.
O Instituto Australis possui apenas uma fêmea com essa característica catalogada em seu banco de dados. O sobrevoo também identificou outros dois filhotes semi-albinos junto às respectivas mães.
Litoral catarinense é importante para a espécie
Para Christiano Lopes, diretor-presidente dos Portos de Imbituba e Laguna, a quantidade de animais observada reforça a importância do monitoramento contínuo da região.
A população de baleias-francas que utiliza o litoral brasileiro é estimada em cerca de 800 indivíduos. Segundo os dados do programa, a espécie apresenta crescimento médio de aproximadamente 4,8% ao ano.
Os levantamentos realizados ao longo da temporada ajudam os pesquisadores a acompanhar a distribuição dos animais, identificar áreas de concentração e compreender melhor o comportamento reprodutivo da espécie no litoral catarinense.









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