A temporada da tainha no litoral sul catarinense ganhou um novo fôlego. O Governo Federal anunciou a ampliação da cota de pesca da espécie, medida que beneficia diretamente pescadores de Imbituba, Garopaba, Laguna e demais comunidades tradicionais da região.
A nova liberação adiciona 324 toneladas à modalidade de emalhe costeiro de superfície, elevando o limite total de captura de 2.070 para 2.394 toneladas nas regiões Sul e Sudeste do país.
O anúncio foi feito pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e ocorre em meio a um cenário de forte mobilização do setor pesqueiro catarinense, que vinha questionando as restrições impostas à atividade durante a safra de 2026.
Safra movimenta comunidades e registra bons resultados no Sul catarinense
A decisão chega em um momento considerado positivo para as comunidades pesqueiras do litoral sul.
Em municípios como Imbituba, Garopaba e Laguna, a safra já apresenta números expressivos, com mais de 125 toneladas capturadas em diferentes modalidades, reforçando o papel da pesca da tainha como sustento, tradição e identidade cultural da região.
Com a ampliação da cota, pescadores avaliam que há mais estabilidade para seguir a temporada com continuidade na atividade e melhores condições de planejamento.
Medida acontece após pressão e mobilização do setor
Esta é a segunda ampliação anunciada pelo governo em menos de um mês. Anteriormente, já haviam sido liberadas novas cotas após manifestações de pescadores que criticaram o encerramento antecipado da safra em algumas modalidades.
Além do aumento no volume permitido, a nova decisão também autoriza ajustes operacionais na frota, permitindo que embarcações antes classificadas em determinado tipo de rede passem a operar com outra configuração, ampliando a flexibilidade da atividade pesqueira durante a temporada.
Debate jurídico segue em Santa Catarina
Paralelamente às liberações, segue em andamento uma disputa judicial envolvendo o Governo de Santa Catarina e a União.
O Estado questiona as regras de cotas estabelecidas para a pesca artesanal da tainha, argumentando que as limitações afetam diretamente comunidades tradicionais e trabalhadores que dependem da atividade ao longo do inverno.
Segundo estimativas do setor, cerca de 8 mil pescadores catarinenses têm na pesca da tainha uma das principais fontes de renda e sustento familiar.
Gestão da pesca é baseada em estudos técnicos
De acordo com o Ministério da Pesca e Aquicultura, a ampliação das cotas foi definida com base em análises técnicas da safra de 2026, considerando dados de monitoramento e indicadores científicos sobre o estoque da espécie.
As informações apontam que a captura ainda está abaixo do nível considerado seguro para exploração sustentável, o chamado rendimento máximo sustentável.
Outro fator levado em conta é o comportamento migratório da tainha, que percorre o litoral em diferentes momentos da temporada, permitindo ajustes ao longo da safra sem comprometer o equilíbrio ambiental.
Fiscalização e controle seguem em vigor
Mesmo com a ampliação das cotas, permanecem válidos todos os mecanismos de controle da atividade pesqueira.
O monitoramento das capturas segue sendo feito por sistemas oficiais, com fiscalização das embarcações e encerramento automático da pesca quando os limites são atingidos.
A medida busca equilibrar a preservação da espécie com a manutenção da atividade econômica e cultural das comunidades pesqueiras, especialmente no litoral catarinense, onde a pesca artesanal da tainha segue como uma das tradições mais fortes do inverno.









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