Há livros que chegam às estantes. Outros chegam às pessoas.
São obras que ultrapassam o papel e se transformam em pontes para um diálogo necessário, especialmente quando abordam temas capazes de atravessar a rotina de milhões de brasileiros. É nesse encontro entre conhecimento, experiência e compromisso social que nasce “Fim da Escala 6×1 e o Futuro do Trabalho no Brasil”, mais recente obra do advogado, professor universitário e ex-superintendente do Ministério do Trabalho e Emprego em Santa Catarina, Paulo Eccel.
Em um momento em que o Congresso Nacional discute a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da escala de trabalho 6×1, o livro ganhou protagonismo ao oferecer uma reflexão ampla sobre as transformações do mercado de trabalho, os desafios contemporâneos das relações trabalhistas e os caminhos possíveis para conciliar desenvolvimento econômico, produtividade, saúde e qualidade de vida.
A receptividade do público demonstra a relevância do tema. Com edições esgotadas em diversos lançamentos, a obra percorreu uma intensa turnê por Santa Catarina, reunindo leitores, estudantes, trabalhadores, lideranças comunitárias, representantes de entidades e profissionais de diferentes áreas em uma sequência de encontros marcados pelo diálogo e pela construção coletiva do conhecimento.
A jornada literária passou por Florianópolis, Caçador, Brusque, Joinville, Chapecó, Rio do Sul, Blumenau, Criciúma, Itajaí e Otacílio Costa, transformando auditórios e espaços culturais em ambientes de reflexão sobre uma das discussões mais importantes do mundo do trabalho na atualidade.
Natural de Brusque, Paulo Eccel construiu uma trajetória que une sólida formação acadêmica e experiência prática na administração pública. Graduado em Direito e em Ciências Contábeis, com pós-graduação em Direito Processual Civil pela FURB, consolidou sua carreira como advogado e professor universitário de Direito Processual na UNIFEBE.
Sua atuação política também integra essa caminhada. Foi deputado estadual na Assembleia Legislativa de Santa Catarina e prefeito de Brusque por dois mandatos. Entre 2023 e 2026, esteve à frente da Superintendência do Ministério do Trabalho e Emprego em Santa Catarina, período em que acompanhou de perto os desafios enfrentados por trabalhadores, empregadores e instituições diante das rápidas mudanças nas relações laborais.
Essa vivência confere ao livro uma perspectiva construída não apenas pela teoria jurídica, mas também pela observação cotidiana de uma realidade em constante transformação.
Mais do que discutir jornadas e modelos de organização do trabalho, a obra convida o leitor a refletir sobre algo profundamente humano: o valor do tempo.
Tempo para viver.
Tempo para aprender.
Tempo para cuidar.
Tempo para sonhar.
Ao longo da história, nenhuma transformação nas relações de trabalho aconteceu sem que homens e mulheres deixassem marcas de coragem, resistência e esperança. E, entre essas vozes, a presença feminina ocupa um capítulo especial.
Foram as mulheres que, muitas vezes, sustentaram jornadas invisíveis, conciliando trabalho remunerado com os cuidados da casa, da família e da comunidade. Carregaram responsabilidades que raramente apareceram nas estatísticas, mas que moldaram gerações inteiras. Seu esforço silencioso ajudou a construir cidades, empresas, escolas e lares.
Hoje, quando o país volta seus olhos para o futuro do trabalho, reconhecer essa trajetória torna-se um gesto de justiça. Afinal, discutir jornadas também significa discutir qualidade de vida, saúde mental, convivência familiar e oportunidades para que homens e mulheres possam exercer suas profissões sem abrir mão da própria humanidade.
É justamente nesse ponto que o livro encontra sua maior força: não oferecer respostas prontas, mas provocar perguntas indispensáveis.
Como será o trabalho nas próximas décadas?
Quais serão os impactos da tecnologia sobre a vida das pessoas?
De que maneira produtividade, inovação e bem-estar poderão caminhar lado a lado?
Independentemente das respostas que o Brasil venha a construir, uma certeza já se apresenta: o futuro do trabalho será resultado da capacidade de dialogar, ouvir diferentes perspectivas e compreender que toda grande transformação começa pela disposição de pensar o presente com responsabilidade.
Ao percorrer Santa Catarina levando essa reflexão, Paulo Eccel transforma cada lançamento em muito mais do que um encontro literário. Faz de cada conversa um convite para que a sociedade participe ativamente de um debate que ultrapassa fronteiras políticas e alcança aquilo que há de mais essencial: a dignidade do trabalho e o valor da vida humana.









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