Wolbachia nas escolas

São José leva informação às unidades de ensino antes da implantação do método contra a dengue

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A rede municipal de ensino de São José passou a integrar a mobilização para a implantação do Método Wolbachia, estratégia que busca reduzir a transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya. Nesta semana, escolas e Centros de Educação Infantil começaram a receber materiais explicativos destinados a estudantes, profissionais da educação e famílias.

Antes da distribuição, diretores das unidades envolvidas participaram de uma capacitação promovida pelas secretarias municipais de Educação e Saúde, em conjunto com a equipe responsável pelo projeto. A proposta é preparar os profissionais para transmitir informações de maneira adequada à comunidade escolar.

O método utiliza mosquitos Aedes aegypti que carregam a bactéria Wolbachia, naturalmente encontrada em diversas espécies de insetos. Esses mosquitos, chamados de Wolbitos, são liberados de forma controlada e, segundo os responsáveis pela tecnologia, a presença da bactéria dificulta a transmissão dos vírus da dengue, zika e chikungunya.

A estratégia não envolve modificação genética dos mosquitos. A proposta é que, ao se reproduzirem com os mosquitos que já circulam na região, os Wolbitos transmitam a bactéria às gerações seguintes, permitindo a manutenção da característica na população de mosquitos ao longo do tempo.

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A iniciativa é conduzida pela Fiocruz em parceria com o Ministério da Saúde e conta com a operação da Wolbito do Brasil. Em Niterói (RJ), uma das cidades onde o método foi utilizado, os responsáveis pelo projeto relatam redução de 89% nos casos de dengue.

Oito bairros

Em São José, a implantação deverá alcançar oito bairros — Areias, Barreiros, Campinas, Forquilhinha, Ipiranga, Jardim Cidade de Florianópolis, Kobrasol e Serraria — abrangendo uma população estimada em mais de 143,7 mil pessoas.

A rede educacional desses bairros terá papel importante na disseminação das informações. Os materiais entregues às unidades incluem cartazes e panfletos elaborados para explicar o funcionamento da estratégia de maneira acessível.

No CEI Antônio de Quadros, em Serraria, uma das primeiras unidades a receber o material, a intenção é trabalhar o assunto de acordo com a faixa etária das crianças e também levar as informações para as famílias.

A diretora Mônica Guerreiro explicou que os profissionais deverão utilizar recursos pedagógicos adequados aos alunos e ampliar a comunicação com os responsáveis.

A participação das escolas acrescenta uma dimensão educativa à implantação do método. Ao levar informação para dentro das unidades de ensino, o município busca envolver a comunidade no processo e ampliar a compreensão sobre a estratégia que começa a ser implantada em São José.

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