Um dia após o União Brasil determinar a saída imediata de seus filiados de cargos no governo federal, o ministro do Turismo, Celso Sabino, esteve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Palácio da Alvorada, nesta sexta-feira (19), para discutir sua permanência na pasta.
Na véspera, a direção nacional do partido aprovou uma resolução com prazo de 24 horas para que todos os filiados deixassem postos na administração pública. O texto prevê punições severas para quem descumprir a ordem, incluindo a possibilidade de expulsão.
Contexto da crise
A medida do União Brasil foi tomada após reportagens associarem o presidente nacional da sigla, Antonio de Rueda, ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele nega qualquer envolvimento. Para o partido, as notícias seriam resultado de interferência política do governo federal com objetivo de desgastar sua imagem.
O caso de Sabino
Celso Sabino, deputado federal pelo Pará, ocupa o Ministério do Turismo desde 2023, quando substituiu Daniela Carneiro. Nos bastidores, ele tenta se manter no posto pelo menos até a COP30, que acontecerá em novembro de 2025, em Belém (PA). A conferência é considerada estratégica para o ministro, que tem base eleitoral no estado.
Apesar da pressão da legenda, Sabino busca apoio político para permanecer.
O União Brasil também controla outros ministérios, como o do Desenvolvimento Regional, chefiado por Waldez Góes, e o das Comunicações, sob comando de Frederico Siqueira. Esses titulares, no entanto, não são filiados ao partido e mantêm seus cargos por indicação do senador Davi Alcolumbre (União-AP), ficando fora do alcance da resolução.









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