Três homens foram resgatados na madrugada desta quarta-feira (7) após permanecerem cerca de três dias em cárcere privado em uma área de mata na Grande Florianópolis. O sequestro teve início no domingo (4), no Morro do Mocotó, em Florianópolis, e terminou nas proximidades do Morro da Boa Vista, em Biguaçu, onde as vítimas foram liberadas pelos criminosos ao perceberem a aproximação da polícia.
De acordo com a Polícia Civil, os três homens são naturais de São Paulo, sendo que um deles reside há cerca de quatro anos na região metropolitana da capital catarinense. As investigações seguem em andamento, e detalhes adicionais não foram divulgados para não comprometer o trabalho policial.
Durante o período em que ficaram em cativeiro, os sequestradores utilizaram os celulares das vítimas para realizar chamadas de vídeo aos familiares e exigir transferências via Pix, segundo informações do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). Na terça-feira (6), após avanço nas investigações, três pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no crime.
No local onde ocorreu o sequestro, a polícia encontrou drogas, balanças de precisão e cartões bancários, além de uma estrutura improvisada que funcionava como cativeiro. O material apreendido indica a prática de tráfico de drogas na região.
Relatos preliminares colhidos pelas autoridades apontam que os homens foram abordados por volta das 10h da manhã, logo após entrarem no morro. Ainda no mesmo dia, foram levados para uma área de mata em Biguaçu, onde permaneceram sob vigilância constante e ameaças armadas.
As vítimas relataram condições extremamente precárias durante o cárcere, dormindo amarradas, sem acesso a banheiro ou qualquer condição mínima de higiene. Segundo os depoimentos, as ameaças eram frequentes e feitas com o uso de armas.
A libertação ocorreu quando os sequestradores receberam informações de que o Bope se deslocava até a comunidade para realizar uma operação. Temendo a ação policial, os criminosos obrigaram os homens a fugir pela mata e, em seguida, os deixaram livres. A distância entre o local do sequestro e o ponto onde foram soltos é de aproximadamente 23 quilômetros.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que trabalha para identificar outros envolvidos e esclarecer completamente a dinâmica do crime.










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