Quando o papel ganha corpo: projeto “Algaravia” registra a literatura catarinense em série audiovisual

Ler um livro é uma experiência solitária, mas ouvir a voz de quem o escreveu altera o peso das palavras. É a partir desse deslocamento, do papel para o corpo e para a imagem, que nasce o Algaravia. O projeto documenta a literatura contemporânea de Santa Catarina em uma série audiovisual que será lançada nesta sexta-feira (15), às 19h, na Livraria Coruja Buraqueira, localizada na Praça República Juliana, em Laguna.

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A proposta democratiza o acesso à literatura catarinense ao incluir janelas de LIBRAS e legendas em todos os episódios. De acordo com o produtor do projeto, Djin Samsa, a iniciativa busca entender a leitura como um ato que vai além do impresso. “Acreditamos que articular o texto por meio do corpo do autor, com sua voz, ritmo e gestos, abre outros caminhos de entendimento e significados”, afirma Samsa.

Os autores
Para esta primeira temporada da série audiovisual, três autores foram convidados: Marcelo Labes, escritor blumenauense radicado em Florianópolis, vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura e finalista do Jabuti; Mariana Berta, artista visual, professora e autora de obras como Sagu e Sermão das criaturas subterrâneas, com atuação voltada à pesquisa em processos artísticos contemporâneos; e Giovani Baffô, poeta e articulador cultural com trajetória ligada à literatura periférica, fanzines e à circulação independente de textos.

O que significa Algaravia?
O conceito de Algaravia parte da ideia de “vozes que falam ao mesmo tempo”, expressando a multiplicidade de vozes, identidades e linguagens em tensão. Após a exibição dos episódios na Coruja Buraqueira, o público poderá participar de uma roda de conversa com os idealizadores, aprofundando o debate sobre como a imagem pode ampliar o alcance da palavra escrita.

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