Ondas gigantes colocam Sul de SC no radar do turismo e movimentam negócios da região

O potencial das ondas gigantes do litoral Sul de Santa Catarina começa a ser explorado também fora do ambiente esportivo. Imbituba, Garopaba, Laguna e Jaguaruna passaram a trabalhar de forma integrada para transformar a prática do Big Surf em uma atração capaz de movimentar hotéis, restaurantes, comércio e outros serviços ligados ao turismo.

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A repercussão recente das grandes ondas da região, inclusive em reportagens da NSC, afiliada da Rede Globo em Santa Catarina, ampliou a exposição dos municípios e dos atletas que desafiam as condições extremas do mar. A movimentação também despertou a atenção de empresários interessados em aproveitar o fluxo gerado pelo esporte.

Esse é um dos pontos trabalhados pelo Sebrae/SC em parceria com o Movimento Big Wave Brasil (BWB). A proposta envolve a aproximação entre poder público, empresas e entidades para estruturar uma cadeia econômica ligada ao surfe de ondas grandes.

A discussão será levada a empresários e representantes do setor turístico em um encontro marcado para terça-feira (11), às 19h, no Cinema do Farol Shopping, em Tubarão. O surfista de ondas gigantes Lucas Chumbo, um representante da Mormaii, integrantes do BWB e profissionais do turismo participarão da programação.

Embora Tubarão não esteja entre os municípios da rota oficial, a cidade foi incluída no planejamento como ponto de apoio para os visitantes. A posição geográfica permite que o município ofereça serviços de hospedagem, alimentação, saúde, comércio e lazer a quem se deslocar para acompanhar as ondas e os eventos relacionados ao esporte.

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A Rota do Big Surf foi criada oficialmente em novembro de 2025, após a aprovação de uma lei estadual. O roteiro envolve Jaguaruna, Laguna, Imbituba e Garopaba e reúne órgãos públicos, entidades esportivas, associações de surfe, empresários e representantes do turismo.

A ideia é estimular a circulação de visitantes pelos quatro municípios, aproveitando diferentes pontos do litoral conforme as condições do mar. Além dos surfistas, a cadeia inclui equipes técnicas, fotógrafos, produtores de conteúdo, familiares e espectadores.

O Sebrae/SC trabalha ainda na criação de uma plataforma que permitirá a adesão de empresas interessadas em integrar a rede de negócios vinculada à rota.

Para o gerente Regional Sul do Sebrae/SC, João Alexandre Guze, a intenção é fazer do surfe de ondas grandes um vetor de desenvolvimento para diferentes segmentos.

“Esse evento marca o início de um movimento que conecta os municípios e fortalece a identidade do nosso território ao transformar o surf em potencial produto de desenvolvimento econômico sustentável. É um ativo que movimenta toda uma cadeia econômica, envolvendo hotéis, restaurantes, comércio e serviços”, afirmou.

A analista de Projetos do Sebrae, Juliana Ghizzo, explica que a aproximação com os empresários também pretende apresentar possibilidades de negócios associadas ao crescimento do segmento.

“Além de ouvir a experiência do Lucas Chumbo, da Mormaii e do Movimento Big Wave Brasil, queremos proporcionar às empresas o entendimento de como esse produto pode agregar valor aos negócios. O objetivo da plataforma é conectar, fortalecer essa identidade e aproximar as empresas para que, futuramente, possamos consolidar o Sul como uma referência no turismo de ondas grandes”, disse.

A estratégia considera o calendário natural das grandes ondulações e busca ampliar o movimento turístico para além dos períodos tradicionais de maior fluxo no litoral.

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