Mobilização reúne mulheres contra a violência e o feminicídio em Imbituba

Mais de 50 pessoas participaram, neste sábado (8), de uma mobilização contra a violência contra a mulher no Centro de Imbituba. A manifestação ocorreu durante o Sábado+ e percorreu trechos das ruas Nereu Ramos, Avenida Santa Catarina e Irineu Bornhausen.

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Organizado pelo grupo Unidas pela Dança, o ato reuniu mulheres, homens e idosos em uma caminhada marcada por cartazes, faixas e palavras de ordem. A mobilização ocorreu durante o Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher.

A manifestação também foi marcada pela lembrança de mulheres vítimas de feminicídio. Entre os nomes citados estavam Viviany Souza, Isadora, Mariele e outras vítimas cujas histórias foram representadas nas faixas levadas pelas participantes.

Viviany, de 45 anos, foi assassinada no início da semana pelo companheiro, dentro da residência onde morava no Centro de Imbituba. O crime, presenciado pelo filho da vítima, motivou a organização da manifestação.

Para Grasiane Oliveira, responsável pela organização, os relatos feitos durante a mobilização foram um dos momentos mais significativos do encontro.

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Ao organizar esse ato, o que mais me emocionou foram diversas mulheres que mencionaram tudo o que passaram. Relatos emocionantes e revoltantes”, contou.

Além da manifestação pública, o encontro serviu para aproximar mulheres de grupos que atuam na prevenção e no atendimento a vítimas. Participaram Suelen Santi, da Rede Popular de Cuidado e da Marcha Mundial das Mulheres, de Itapirubá, e Naiara de Souza, da Rede de Proteção Minas do Rosa, de Ibiraquera.

Durante a caminhada, as participantes também utilizaram um tecido branco no qual deixaram marcas feitas com tinta vermelha. A atividade representou as histórias e experiências de mulheres que enfrentaram situações de violência.

A candidata a deputada estadual Carol Rocha (PDT) também participou da mobilização. Para ela, manifestações como essa precisam alcançar não apenas mulheres que já sofreram violência, mas também famílias e crianças.

A importância deste movimento hoje, aqui, não é só pra criar um movimento e gritar, mas sim para conscientizar as nossas crianças, meninas, meninos, mãe e pais, para que vocês formem crianças, adolescentes responsáveis. Para que não criem mais estatísticas no nosso estado”, afirmou.

A delegada Vivian Selig Garcia, da Delegacia Regional de Laguna, acompanhou a mobilização e ressaltou que o enfrentamento à violência contra a mulher envolve ações que vão além da investigação de crimes.

A informação, educação, prevenção, fortalecimento da rede de proteção e estímulo à denúncia são fundamentais para romper ciclos de violência antes que eles cheguem ao seu desfecho mais grave”, declarou.

Em Imbituba, a Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI) atua no atendimento e na investigação de ocorrências envolvendo mulheres em situação de violência. A unidade conta com psicólogo policial e equipe especializada.

Durante a manifestação, Grasiane também relatou que uma participante conseguiu identificar uma situação de violência ao retornar para casa após ter contato com as informações apresentadas no ato. Segundo a organizadora, o episódio mostrou a importância de as mulheres conhecerem os sinais de violência e saberem onde buscar ajuda.

Onde procurar ajuda

Casos de violência ou ameaça podem ser denunciados pelo Ligue 180, serviço gratuito que funciona 24 horas por dia. O canal presta orientações, informa os serviços disponíveis na região e encaminha denúncias aos órgãos responsáveis. O atendimento também pode ser feito pelo WhatsApp, pelo número (61) 9610-0180.

Em situações de emergência ou risco imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190. A vítima também pode procurar uma delegacia para registrar a ocorrência e receber orientações sobre as medidas de proteção disponíveis.

A denúncia pode ser feita pela própria vítima ou por qualquer pessoa que tenha conhecimento de uma situação de violência.

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