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 Direto da Redação

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 Segurança Pública

“Estava com minha bebê no quarto quando ouvi meu marido gritar por socorro, dizendo: ‘Estou sendo assaltado! Socorro! Chame a polícia!’ Por um momento, acreditei que meu marido fosse morrer.”

Este triste relato foi extraído de fragmentos da conversa com mais uma vítima da violência em Imbituba. Um jovem empresário de Nova Brasília foi surpreendido ao chegar em casa, de madrugada, por três homens armados que tentaram rendê-lo — sem sucesso. A vítima entrou em luta corporal com os bandidos e conseguiu acessar uma porta que dava para dentro da casa, escapando dos meliantes, que, após o alarde, fugiram.

Um carro preto com placas falsas havia sido visto descendo em direção a Imbituba três dias antes do ocorrido. Foi premeditado! O mesmo veículo subiu rumo a Florianópolis com outras placas, demonstrando o nível de organização do bando.

Mais um

Este caso é apenas mais um exemplo entre tantos outros delitos cometidos em Imbituba — crimes que preocupam não só quem sempre viveu aqui, mas também aqueles que escolheram a cidade justamente pela “tranquilidade”. Será que ainda é tranquila?

Diariamente, surgem relatos de furtos, roubos, tráfico, violência contra a mulher… e a lista continua.

Como está a estrutura de Segurança Pública da cidade?

Na UTI! A Segurança Pública de Imbituba, tão debatida na campanha eleitoral de pouco mais de um ano atrás, não passou de belos scripts para o coitado do Plano de Governo — esse sim, que aguenta tudo que escrevem.

A proposta do agora prefeito Peninha era criar a Guarda Municipal Armada. Uma ideia que, apesar de todos os debates que merece (especialmente sobre o uso da força), ficou apenas no papel — um belo texto escrito por alguém que viu nisso uma boa oportunidade de conquistar votos. Afinal, quem não quer viver seguro? Ou, pelo menos, *sentir-se* seguro?

No Plano de Governo do Peninha

A Segurança Pública está muito bem tratada no Plano de Governo do atual gestor. Porém, entregas reais — aquelas que o povo precisa — ninguém viu, ninguém sabe.

O item 2.5, na página 21, elenca as ações previstas:

> Trazer para Imbituba a Delegacia Regional que hoje está em Laguna;

> Criar um “Conselho de Segurança Pública” ou “Gabinete de Gestão Integrada” e trabalhar em conjunto com as forças de segurança – Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Bombeiros e Guarda Municipal;

> Criar a Guarda Municipal para dar apoio para as forças de segurança e cumprir demais finalidades e atividades;

> Com a Guarda Municipal, ter um plano ostensivo de apoio à segurança pública, com contingente, frota moderna, preparada e armamentos para o trabalho;

> Buscar esforços para reforçar os comandos e contingentes das forças públicas;

> Criar “Forças-Tarefas” para as operações de veraneio;

> Construir uma nova Unidade Prisional (Industrial) de trabalho;

> Ampliar o uso da mão de obra de detentos tanto no setor privado quanto em obras públicas;

> Estruturar um programa de educação escolar de trânsito;

> Incentivar o PROERD;

> Implantar o programa/projeto “Muralha Digital” — câmeras OCR e de leitura facial distribuídas por pontos estratégicos (até 30% do imposto da COSIP pode ser usado para esse tipo de ação);

> Revisar as bases do sistema de trânsito municipal, auxiliando nos estudos de tráfego, limites de velocidade, sinalização, lombadas e câmeras de monitoramento;

> Proibir de forma rigorosa os carros com som alto em ambientes públicos; e

> Estabelecer pontos fixos para achados e perdidos.

No fim, o único ponto do plano que realmente saiu do papel foi “meter a mão” no dinheiro da COSIP, que agora é descontingenciado e pode ser usado como recurso próprio — inclusive para pagar salários e benefícios de agentes políticos.

As forças de segurança do Estado

Nossa delegacia abre ao meio-dia e fecha às 19h. Aos sábados e domingos, nem isso. Só faltou o Estado combinar com os criminosos para que suspendam suas atividades nesse horário, garantindo que as ocorrências atendidas pela já sobrecarregada PM possam esperar até o expediente da Polícia Civil.

A PM ainda mantém alguma estrutura em viaturas — graças ao “quinhão” das multas que lhe resta — e a equipamentos adquiridos com ajuda da estrutura municipal.

 E o que faz o governo do Estado?

Propaganda!

A propaganda do governador é de que vivemos no Estado mais seguro da federação. Imagina se não fosse! Com tanta “folga” por aqui, o governador até se deu ao luxo de se lançar, junto das forças de segurança, para “salvar” o Rio de Janeiro. Afinal, em Santa Catarina, aparentemente, já não há mais problemas — pelo menos na cabeça dele.

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