A bezerra que nasceu com duas cabeças em Belmonte, no Oeste de Santa Catarina, morreu na noite de sexta-feira (26), após dois dias de cuidados intensivos. O animal apresentava uma condição congênita extremamente rara chamada diprosopia, caracterizada pela duplicação parcial da face.
O nascimento ocorreu na quinta-feira (25), em uma propriedade rural da cidade. Ao perceber a anomalia, o proprietário acionou uma estudante de veterinária, que encaminhou o animal ao Hospital Veterinário da Unoesc, em São Miguel do Oeste. Lá, a filhote recebeu atendimento especializado e chegou a ser alimentada com mamadeira, em uma tentativa de garantir sua sobrevivência.
Segundo o professor Jackson Preuss, que acompanhou o caso, a diprosopia pode surgir por falhas no desenvolvimento embrionário, especialmente nas primeiras divisões celulares. Fatores genéticos, ambientais, exposição a toxinas, vírus ou deficiências nutricionais estão entre as possíveis causas.
“Por ser um caso raro, não é algo que tem sucesso naturalmente dentro das espécies. São extremamente raríssimos os casos de animais que conseguem permanecer com essa condição”, explicaram Preuss.
A morte da bezerra encerra um episódio que despertou curiosidade, mobilizou profissionais da área veterinária e reacendeu o debate sobre os limites da vida animal diante de condições genéticas incomuns. O caso também reforça a importância da ciência e da atenção especializada em situações de emergência rural.










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