Carla Ayres leva debate sobre bancada progressista, violência contra mulheres e meio ambiente à inauguração do comitê de Rosenvaldo

Vereadora de Florianópolis e candidata a deputada federal esteve em Imbituba na semana passada e defendeu maior representação progressista nas Assembleias e no Congresso

Na semana em que a campanha eleitoral de 2026 começa oficialmente a ganhar espaço no rádio e na televisão, o Jornal Popular Catarinense continua recuperando os registros que marcaram a movimentação política em Imbituba.

Há uma semana, durante a inauguração do comitê de Rosenvaldo Júnior, candidatos e lideranças de diferentes municípios estiveram na cidade para manifestar apoio à candidatura e apresentar suas próprias pautas para a eleição deste ano.

Entre eles estava Carla Ayres, vereadora reeleita de Florianópolis e candidata a deputada federal pelo PT.

Em entrevista ao JPC, Carla destacou a importância, em sua avaliação, de ampliar a presença de representantes progressistas e democráticos tanto na Assembleia Legislativa quanto na Câmara dos Deputados.

“Estamos fazendo uma rodada muito importante por Santa Catarina, hoje aqui em Imbituba, no lançamento da candidatura do companheiro Rosenvaldo”, afirmou.

Saúde, educação e desenvolvimento regional

Ao falar sobre as prioridades que pretende defender durante a campanha, Carla citou programas e políticas públicas federais que, segundo ela, já tiveram impacto em Imbituba.

Entre os temas mencionados estão a ampliação do Mais Médicos, investimentos em educação, valorização do Porto de Imbituba e o desenvolvimento econômico e logístico do Sul catarinense.

Para a candidata, a representação federal precisa estar conectada às necessidades concretas dos municípios e das regiões.

A defesa de investimentos em infraestrutura e logística ganha importância especial para o Sul do Estado, onde o Porto de Imbituba ocupa posição estratégica para a movimentação econômica regional.

Combate à violência contra as mulheres

Outro eixo destacado por Carla foi o enfrentamento à violência contra as mulheres.

A candidata afirmou que pretende levar esse debate para diferentes regiões de Santa Catarina, relacionando a pauta à necessidade de políticas públicas de prevenção, proteção e enfrentamento ao feminicídio.

Durante a entrevista, Carla declarou que Santa Catarina “lidera” o ranking de violência contra as mulheres e feminicídio.

A afirmação integra o discurso eleitoral da candidata e deverá ser analisada com base nos indicadores oficiais disponíveis ao longo da cobertura do JPC, especialmente porque diferentes levantamentos utilizam critérios e períodos distintos para medir violência contra a mulher.

APA da Baleia Franca entra no discurso eleitoral

Por estar em Imbituba, Carla também abordou uma questão diretamente relacionada ao território da região: a Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca.

A candidata afirmou que o território está sob ameaça diante de uma proposta de alteração da APA e defendeu que a questão seja discutida também em Brasília.

Segundo Carla, a proteção da unidade é importante não apenas para a conservação da baleia-franca, mas também para a preservação ambiental de todo o território abrangido pela APA.

A questão ambiental, especialmente a proteção da baleia-franca e os impactos das mudanças climáticas, aparece assim como uma das pautas que a candidata pretende levar para a disputa federal.

Mudanças climáticas e preservação ambiental

Carla também incluiu as mudanças climáticas entre os temas que considera prioritários para Santa Catarina.

Para ela, o debate ambiental precisa ser tratado de maneira integrada, relacionando preservação, desenvolvimento e proteção dos territórios.

A declaração ganha peso especial no Sul catarinense, região que convive diretamente com questões relacionadas à ocupação costeira, eventos climáticos extremos, preservação de ecossistemas e atividades econômicas ligadas ao litoral.

Trabalho e imposto de renda

Na entrevista, a candidata também criticou a atuação de parte da bancada catarinense no Congresso Nacional.

Entre os assuntos citados estão o fim da escala 6×1 e a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil.

Carla afirmou que parlamentares catarinenses teriam se posicionado contra essas medidas e avaliou que isso não representaria os interesses da população do Estado.

Sobre o Imposto de Renda, a candidata relacionou a medida ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que Santa Catarina seria um dos estados mais beneficiados pela mudança.

As declarações fazem parte da avaliação política de Carla sobre a atuação da bancada federal e são apresentadas aqui como posicionamento da candidata.

A presença de Carla no cenário regional

A presença da vereadora de Florianópolis na inauguração do comitê de Rosenvaldo também mostra como a campanha começa a construir conexões que ultrapassam os limites municipais.

Embora seja uma candidatura voltada à Câmara Federal, Carla veio a Imbituba para apoiar um candidato à Assembleia Legislativa e, ao mesmo tempo, apresentar ao eleitor regional as pautas que pretende levar à disputa nacional.

Esse movimento faz parte de uma característica própria das eleições proporcionais: candidatos a deputado precisam construir votação em diferentes municípios e regiões, enquanto candidaturas locais também dependem de articulações que podem ampliar sua presença política.

No evento de Rosenvaldo, essa aproximação ficou evidente.

De um lado, uma candidatura regional buscando chegar à Assembleia Legislativa. De outro, uma candidata à Câmara Federal apresentando uma agenda que passa por saúde, educação, desenvolvimento econômico, trabalho, direitos das mulheres e meio ambiente.

O que fica do discurso

A fala de Carla Ayres no lançamento do comitê de Rosenvaldo revela quatro grandes eixos de sua campanha:

Saúde e educação, com defesa da ampliação de políticas públicas federais;

Desenvolvimento regional, com destaque para porto, infraestrutura e logística;

Direitos das mulheres, especialmente o combate à violência e ao feminicídio;

Meio ambiente, com atenção às mudanças climáticas e à proteção da APA da Baleia Franca.

A entrevista também reforça a estratégia de aproximação entre candidaturas do campo progressista em Santa Catarina.

Para o eleitor, entretanto, a campanha está apenas começando. As declarações feitas nos eventos políticos precisarão agora ser acompanhadas pelas propostas, pelo histórico dos candidatos, pelas alianças formadas e, principalmente, pela capacidade de transformar discursos em compromissos concretos.

É esse movimento que o JPC | ELEIÇÕES 2026 pretende acompanhar.

Não apenas quem está no palanque, mas o que cada candidatura está propondo para Santa Catarina.

JPC | ELEIÇÕES 2026
Política, alianças, candidatos e os caminhos de Santa Catarina a partir da AMUREL.

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