São Ludgero recebe audiência do Senado sobre plásticos descartáveis e futuro do setor preocupa indústria regional

Debate reúne parlamentares, empresários, pesquisadores e trabalhadores para discutir propostas que podem afetar uma das principais cadeias produtivas do Sul catarinense

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São Ludgero será sede, nesta sexta-feira (26), de uma audiência pública da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal que colocará o Sul de Santa Catarina no centro das discussões sobre o futuro da indústria do plástico no país. A pauta envolve projetos de lei e regulamentações que tratam da restrição ao uso de plásticos descartáveis, sacolas e embalagens multicamadas, tema que pode ter reflexos diretos sobre a economia regional.

O encontro foi solicitado pelo senador Esperidião Amin com o objetivo de aproximar o debate da realidade de uma região considerada referência nacional na fabricação de produtos plásticos. A audiência será realizada no Salão Social da Cegero e contará com a participação de representantes do poder público, empresários, pesquisadores, trabalhadores, entidades ambientais e especialistas ligados ao setor.

Antes da audiência, a programação prevê a realização do fórum “Transição Justa dos Plásticos para a Economia Circular”, espaço destinado à apresentação de iniciativas voltadas à inovação, reciclagem e sustentabilidade. Também estão programadas visitas técnicas a indústrias da região para mostrar tecnologias já adotadas pelas empresas na redução de impactos ambientais e no reaproveitamento de materiais.

A preocupação do setor é com os possíveis efeitos das propostas em análise no Congresso Nacional. Lideranças empresariais afirmam que mudanças sem um período adequado de adaptação podem comprometer investimentos, reduzir a competitividade das empresas e afetar milhares de postos de trabalho.

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Segundo dados do Sindicato das Indústrias Plásticas do Sul Catarinense (Sinplasc), o segmento reúne aproximadamente 239 empresas na região, gera cerca de 12,3 mil empregos diretos e outros 48,3 mil indiretos, além de movimentar mais de R$ 6,3 bilhões por ano. O setor também responde por cerca de R$ 2,5 bilhões em valor adicionado à economia regional.

O diretor executivo do Sinplasc, Elias Caetano, defende que a discussão considere tanto a necessidade de avanços ambientais quanto a preservação da atividade econômica. Para ele, o desafio é construir alternativas que fortaleçam a economia circular sem comprometer a competitividade da indústria e os empregos gerados pelo setor.

A expectativa é de que mais de uma centena de autoridades participem do encontro, que também terá transmissão para senadores e representantes de outros estados. A audiência deverá reunir diferentes posicionamentos sobre o tema e contribuir para o andamento das discussões no Senado sobre o futuro da legislação relacionada aos plásticos descartáveis.

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