Em entrevista exclusiva ao Jornal Popular Catarinense, o deputado federal Vicentinho (PT-SP) reforçou seu apoio ao fim da escala 6×1 de trabalho no Brasil, afirmando que a medida é não apenas possível, como necessária para garantir saúde, dignidade e produtividade aos trabalhadores. A pauta, que vem ganhando força nacionalmente, é discutida atualmente por uma subcomissão especial na Câmara.
Segundo o deputado, a escala 6×1 — em que o trabalhador tem apenas um dia de descanso para seis dias trabalhados — já não condiz com a realidade contemporânea e com as recomendações internacionais. Ele citou estudos da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que apontam que jornadas superiores a 40 horas semanais comprometem a saúde física e mental.
Vicentinho relembrou ainda batalhas históricas, como a redução da jornada de 48 para 44 horas nos anos 1980, e comparou os argumentos contrários da época com os utilizados hoje.
“Eu ouvi exatamente as mesmas justificativas décadas atrás, quando lutávamos pela redução da jornada. Diziam que prejudicaria a produtividade. E o resultado foi o contrário: trabalhadores mais saudáveis trabalham melhor”, afirmou.
O parlamentar também destacou a evolução do debate por meio da PEC 8/25, que propõe substituir a escala 6×1 por um modelo de quatro dias de trabalho e três de descanso, sem redução salarial. Para ele, a medida traz equilíbrio, melhora a qualidade de vida e segue experiências bem-sucedidas de empresas ao redor do mundo que já adotaram semanas reduzidas com aumento de desempenho.
Durante a entrevista, Vicentinho fez questão de reconhecer o protagonismo de outras lideranças nesse debate, citando a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) como uma das vozes mais ativas e idealizadoras da proposta no Congresso.
“É uma pauta que ganha força porque toca na vida real das pessoas. A deputada Erika Hilton tem sido fundamental nessa discussão, apontando caminhos, dialogando com trabalhadores e trazendo visibilidade para o tema”, destacou.
Apesar do apoio crescente, Vicentinho reconhece que a proposta enfrenta resistência política e econômica. Ele afirma, porém, que as mudanças trabalhistas sempre exigiram enfrentamento e organização social.
“Tudo que garantiu dignidade ao trabalhador no Brasil nasceu de muita luta. Esta não será diferente”, concluiu.
A discussão sobre o fim da escala 6×1 seguirá em debate na Câmara nas próximas semanas e deve mobilizar sindicatos, trabalhadores e entidades empresariais em todo o país.
O Jornal Popular Catarinense seguirá acompanhando de perto cada avanço, opinião e movimentação política sobre o tema, trazendo informações exclusivas e cobertura completa para os leitores.








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