O vereador Sérgio Luiz Gonçalves (PL), conhecido como Sérgio Jacaré, foi preso na manhã desta sexta-feira (20), em Garopaba, após decisão judicial que determinou sua prisão preventiva no âmbito de investigação relacionada a violência doméstica e familiar contra mulher. A ordem foi executada pela Polícia Civil, que confirmou o cumprimento do mandado.
Segundo informações oficiais, a medida cautelar foi adotada durante apuração de supostos episódios de violência doméstica. Até o momento, detalhes sobre os fatos que motivaram o pedido não foram divulgados. O parlamentar permanece à disposição do Poder Judiciário.
Atualmente, Sérgio Jacaré ocupa o cargo de vice-presidente da Câmara de Vereadores de Garopaba. Reeleito em 2024 para o quarto mandato, recebeu 925 votos. Recentemente, também passou a integrar a Comissão Parlamentar instaurada para analisar contratos firmados entre o Executivo municipal e a empresa RESAMB.
Histórico recente
Prisão em 2024
Em 24 de novembro de 2024, o vereador foi detido em flagrante em Imbituba após denúncias envolvendo disparos de arma de fogo em um estabelecimento comercial. Conforme relato da Polícia Militar, ele teria efetuado tiros em via pública e descumprido ordens durante abordagem.
Após perseguição, o veículo conduzido pelo parlamentar foi interceptado, sendo apreendida uma pistola de uso restrito no interior do automóvel. Ele foi encaminhado ao Presídio Regional de Imbituba, onde permaneceu à disposição da Justiça.
Ainda segundo a corporação, uma mulher que o acompanhava também foi detida. De acordo com o boletim de ocorrência, ela teria resistido à prisão, desacatado agentes e agredido um policial. Ambos passaram por atendimento médico antes de serem conduzidos à delegacia.
Pedido de cassação arquivado
No dia 27 de novembro de 2024, a Câmara de Vereadores analisou denúncia protocolada contra o parlamentar em razão da ocorrência em Imbituba. O pedido de cassação foi apresentado pelo cidadão Everton de Aguiar, com fundamento no Decreto-Lei nº 201/1967.
Durante a votação em plenário, seis vereadores manifestaram-se contrários à abertura do processo de cassação, enquanto dois votaram favoravelmente à continuidade do procedimento. Com isso, a denúncia foi arquivada.
Registro anterior
O vereador também já havia sido preso em 2018 por porte de arma com registro vencido. Na ocasião, conforme registros oficiais, foi liberado após pagamento de fiança.
Até a última atualização desta reportagem, a defesa do parlamentar não havia se manifestado publicamente de forma detalhada sobre a nova decisão judicial.








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