Santa Catarina já tem empresas testando jornada 5×2 para funcionários

Mesmo sem uma definição do Congresso Nacional sobre o futuro da escala 6×1, grandes empresas brasileiras já iniciaram mudanças na jornada de trabalho de parte dos seus funcionários. A adoção da escala 5×2, com cinco dias de trabalho e dois de descanso, começou a ser testada por redes do varejo que buscam tornar as vagas mais atrativas e reduzir a dificuldade de contratação e retenção de profissionais.

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O movimento já chegou a empresas de grande porte dos setores farmacêutico e supermercadista, que implementam projetos-piloto para avaliar os impactos da mudança na rotina das equipes e na operação das lojas.

Uma das empresas mais adiantadas nesse processo é a RD Saúde, responsável pelas redes Drogasil e Droga Raia. A companhia iniciou a transição em 2025 e já adotou o novo formato em milhares de unidades espalhadas pelo país. Segundo a empresa, a carga horária semanal foi mantida em 44 horas, alterando apenas a distribuição dos dias trabalhados.

Outra rede que acompanha essa transformação é a Farmácias São João. Desde maio, algumas lojas passaram a operar em caráter experimental com a escala 5×2. A empresa afirma que o objetivo é avaliar a adaptação dos colaboradores e analisar os reflexos da mudança antes de decidir por uma possível ampliação do modelo.

Em Santa Catarina, o Grupo Koch também iniciou testes em duas unidades, localizadas em São Bento do Sul e Pomerode. Diferentemente das redes farmacêuticas, o projeto-piloto prevê uma jornada de aproximadamente 40 horas semanais, sem redução salarial. A empresa informou que ainda avalia os resultados e que, por enquanto, não há previsão de expandir o sistema para outras lojas.

As iniciativas ocorrem enquanto segue em discussão, no Congresso Nacional, a proposta que pretende substituir a escala 6×1 por um modelo com mais dias de descanso. Defensores da mudança afirmam que a medida pode contribuir para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e aumentar a produtividade. Já representantes do setor empresarial apontam desafios relacionados à reorganização das equipes, necessidade de novas contratações e aumento dos custos operacionais.

Embora ainda não exista uma definição sobre alterações na legislação trabalhista, o avanço dos projetos-piloto demonstra que parte do mercado já começou a testar novos formatos de jornada, antecipando-se a uma eventual mudança nas regras.

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