Relatório aponta fenômeno natural como causa da mortandade de peixes na Grande Florianópolis

Um relatório divulgado pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) trouxe novos esclarecimentos sobre os episódios de mortandade de peixes registrados entre fevereiro e abril deste ano em cidades da Grande Florianópolis. Segundo o estudo técnico, o fenômeno está relacionado à intensa proliferação de microalgas nas Baías Norte e Sul, favorecida por condições naturais do oceano.

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Os casos foram registrados em diferentes pontos da região, incluindo áreas de Florianópolis, Palhoça e Biguaçu. De acordo com o órgão ambiental, os episódios estão interligados e não foram provocados por uma única fonte isolada de poluição.

O levantamento aponta que a chamada ressurgência costeira — fenômeno natural que leva águas frias e ricas em nutrientes para regiões mais rasas — favoreceu o crescimento acelerado das microalgas. Com a grande concentração desses organismos e a baixa circulação das águas, houve redução significativa do oxigênio durante a noite, provocando a asfixia dos peixes.

Os primeiros registros ocorreram ainda em fevereiro, na Baía Sul, em Palhoça. Nas semanas seguintes, novos casos foram identificados em Biguaçu e posteriormente na região do Manguezal do Itacorubi, em Florianópolis, ampliando o alerta entre equipes técnicas e ambientais.

Apesar de o relatório também mencionar a presença de efluentes domésticos em áreas monitoradas, o estudo conclui que não houve identificação de despejo irregular específico diretamente ligado à mortandade dos cardumes.

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O documento destaca ainda a necessidade de ampliar o monitoramento ambiental nas baías da Grande Florianópolis, especialmente em períodos de alterações oceanográficas, para prevenir novos episódios semelhantes e garantir maior controle sobre a qualidade das águas da região.

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