Quando uma tradição é deixada de lado, quem perde é a cidade

Por,  Matheus Pereira Paladini

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Desde a década de 1990, a tradicional Festa do Camarão não era apenas um evento no calendário — ela fazia parte da identidade do nosso município.

Era um momento de encontro. Famílias reunidas, comércio aquecido, cultura valorizada e, principalmente, um sentimento coletivo de orgulho por aquilo que é nosso.

A Festa do Camarão não nasceu por acaso. Ela cresceu com o povo. Foi construída ao longo dos anos, enfrentando desafios, se consolidando e se tornando uma das poucas iniciativas que realmente deram certo e permaneceram vivas no coração da população.

Mas agora, essa tradição está sendo deixada de lado.

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E quando uma tradição assim se perde, não é só uma festa que acaba.

É uma parte da história que se enfraquece.

É o comércio que deixa de girar.

São os trabalhadores que perdem oportunidade.

É o turismo que deixa de crescer.

E, principalmente, é a comunidade que deixa de se reconhecer naquele momento de união.

Uma cidade não se constrói apenas com obras físicas.

Ela se constrói com memória, cultura e pertencimento.

Decisões precisam ser tomadas, sim. Mas elas também precisam considerar aquilo que funciona, aquilo que une as pessoas e aquilo que fortalece a identidade do município.

A pergunta que fica é:

vale a pena abrir mão de algo que já provou dar certo?

Não se trata apenas de realizar uma festa.

Se trata de manter viva uma tradição que ajudou a construir quem somos hoje.

E tradição não se apaga.

Se valoriza. Se fortalece. Se respeita.

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