Praia Central de Garopaba e Siriú estão com água imprópria para o banho e vereador faz avaliação
O Instituto do Meio Ambiente do Estado de Santa Catarina (IMA) divulga o relatório de balneabilidade referente ao mês de junho de 2025. Na região Lagunar, apenas Garopaba apresenta locais impróprios para o banho. São dois pontos na cidade, um na Praia Central e outro na Praia do Siriú.
A reportagem do jornal Popular Catarinense entrou em contato com a Prefeitura de Garopaba para mais esclarecimentos. “O município possui contrato vigente com a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (CASAN) para a prestação dos serviços de coleta e tratamento de esgoto sanitário. O contrato, firmado em 2009 com vigência até 2043, previa que até o ano de 2023, 60% do esgoto do município estaria devidamente tratado, meta que ainda não foi atingida”, registra a nota oficial da Prefeitura.
O comunicado também destaca que a implantação efetiva do sistema de esgotamento sanitário é de extrema urgência, considerando o acelerado crescimento da ocupação urbana, a reconhecida vocação turística de Garopaba e a sobrecarga das estruturas de saneamento, especialmente durante a temporada de verão. A Casan foi procurada, mas não respondeu a redação do jornal.
Entre os vereadores da cidade, Rodrigo Oliveira (PT) defende pautas relacionadas à sustentabilidade. “A falta de balneabilidade nesse ponto ali da Praia Central não é novidade. A novidade para mim é lá no canto norte do Siriú, estar impróprio para banho, mas se a gente olhar no mapa dá para ver justamente que é onde tem a maior adensamento populacional”, contextualiza.
Em todo o litoral catarinense, 140 estão próprios para banho, o que representa 59,07%. “Eu estou em Brasília e justamente um dos motivos é para pedir uma prioridade nos recursos que a Prefeitura, que cadastrou no PAC deste ano”, complementa Rodrigo.
Santa Catarina é um dos Estados que menos trata o esgoto do Brasil. Inexplicavelmente, o litoral catarinense é a região que menos trata seu esgoto. “Na minha visão, a Prefeitura de Garopaba tem que parar de brigar com a Casan, responsável pelo Saneamento. Em paralelo a isso, a gente precisa debater outras situações de tratamento individual, melhorar a regulação, melhorar a legislação municipal, para que outros tipos de tratamento possam ser autorizados, possam passar na vistoria de uma fiscalização de obras”, pondera.
O Programa de Monitoramento de Balneabilidade do IMA segue um cronograma prévio provendo transparência e publicidade ao processo. O vereador defende que Garopaba tenha três estações de tratamento de esgoto. “Três estações descentralizadas uma mais na região norte, uma mais para o centro, inclusive aproveitando já a estrutura que está instalada hoje, que não pode ser jogada fora, já está enterrada, o dinheiro está enterrado, esperando ser usado, inclusive depreciando”, lembra Rodrigo. Ele se refere à tubulação instalada pela Casan anos atrás e nunca foi usada. “Já existem soluções assim no Brasil e a gente espera que logo possamos resolver de uma vez por todas um problema que ninguém aguenta mais”, finaliza.









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