Pitbull abandonado na Ribanceira sofre há dias e caso expõe demora do poder público

Moradores da Ribanceira, em Imbituba, denunciam o abandono de um cão da raça pitbull que vive há semanas à beira da praia, debilitado e sob sol forte. Segundo relatos, o animal teria sido deixado no centrinho da comunidade e, sem qualquer acompanhamento público, acabou se aproximando de casas e de outros cães de rua em busca de comida e abrigo.

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Risco crescente e conflito com outros animais

Sem atendimento adequado, o pitbull passou a disputar território com outros cães. Em uma das residências, a situação se tornou crítica: o cão arrebentou o portão duas vezes e brigou com o animal da família, colocando em risco animais menores dentro do quintal.

A moradora, que cuida sozinha de nove cães resgatados, relata estar trancada em casa com medo de novos confrontos. Ela também cuida de familiares idosos e doentes, o que torna a rotina ainda mais difícil.

“Eu estou esgotada. Não consigo sair de casa com medo de que ele entre no meu quintal. Tenho animais pequenos e não posso arriscar. O pitbull está sofrendo, e nós também.”

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Decisão judicial e promessa não cumprida

O caso chegou ao conhecimento da Justiça. Segundo os moradores, uma decisão determinou que até 4 de dezembro a prefeitura deveria oferecer solução, com apoio do setor de Bem-Estar Animal.

No entanto, até a véspera do prazo, a justificativa apresentada pelos responsáveis foi a necessidade de:

  • licitação para adestrador
  • licitação para hotel
  • ausência de profissionais habilitados em Imbituba

Uma moradora questiona:

“Eles nunca vieram aqui ver o pitbull. Nunca entraram, nunca avaliaram. Como é que sabem que ele está bem tratado?”

Situação de sofrimento

O cão permanece sob calor intenso, sem acompanhamento veterinário. Moradores afirmam que, nos momentos mais quentes, tentam aliviar o sofrimento jogando água gelada sobre ele.

“Ele fica parado, sofrendo no sol. Eu já não consigo acompanhar. São muitos animais, sou sozinha.”

Medo de que o cão desapareça

A comunidade teme que, ao ser levado por empresa contratada, o destino seja incerto.

“Ninguém quer que matem o cachorro, mas temos medo. Podem dizer que fugiu, que passou mal. A gente precisa saber para onde vai e como será tratado.”

Pedido de transparência e urgência

A cobrança dos moradores é direta:

  • atendimento veterinário imediato
  • remoção com segurança
  • acompanhamento oficial do adestramento
  • publicação do destino do animal

A avaliação presencial ainda não aconteceu, segundo as denúncias.

A pergunta que fica é simples:

Onde está a equipe do Bem-Estar Animal enquanto o pitbull sofre e os moradores vivem com medo?

JPC acompanha o caso

O Jornal Popular Catarinense acompanham a situação desde o início das denúncias. A redação reforça seu compromisso com a defesa da causa animal e seguirá monitorando cada desdobramento, cobrando soluções e transparência do poder público.

Novas informações serão publicadas assim que houver avanços.

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