Uma operação realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) investiga possíveis irregularidades em contratos de segurança firmados após o ataque à creche Cantinho Bom Pastor, em Blumenau, ocorrido em 2023.
A investigação apura suspeitas de fraudes em processos licitatórios, direcionamento de contratos, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo serviços de segurança privada contratados por órgãos públicos da região. Nesta quinta-feira (7), foram cumpridos mandados de busca e apreensão em cidades catarinenses, incluindo Blumenau, Florianópolis e Itajaí.
Segundo as investigações, há indícios de manipulação nos processos de contratação, com possível favorecimento de empresas por meio do compartilhamento irregular de informações e restrição da concorrência. Parte dos contratos analisados teria sido firmada após o ataque à unidade infantil que resultou na morte de quatro crianças e deixou outras vítimas feridas.
O material recolhido durante a operação inclui documentos, aparelhos eletrônicos e registros financeiros que devem auxiliar no avanço das apurações. A ação conta com apoio da Polícia Científica e de órgãos estaduais de fiscalização.
O procedimento segue sob sigilo e, até o momento, não houve divulgação de detalhes sobre possíveis responsabilizações ou bloqueios judiciais.








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