Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (29) em Itapoá, no Litoral Norte de Santa Catarina, para investigar a suposta atuação de uma facção criminosa com influência sobre o processo eleitoral municipal de 2024.
A ação, denominada Catilina, cumpriu oito mandados de busca e apreensão em endereços ligados a três investigados. Entre os locais alvo da operação está o gabinete de um vereador do município.
De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina, as investigações apontam indícios de que integrantes da organização criminosa teriam atuado para favorecer candidatos durante as eleições, utilizando intimidação contra adversários políticos e pressionando moradores a demonstrarem apoio a determinadas candidaturas.
Segundo o órgão, também há suspeitas de que benefícios e auxílios tenham sido distribuídos em comunidades sob influência da facção como forma de conquistar apoio político. A apuração ainda indica possíveis ligações entre agentes públicos, empresários e integrantes da organização criminosa, que estariam atuando para ampliar a presença do grupo no município.
A Prefeitura de Itapoá informou que tomou conhecimento da operação por meio da imprensa e destacou que a investigação não envolve a administração municipal, mas está relacionada ao Poder Legislativo.
Todo o material recolhido durante o cumprimento dos mandados será submetido à perícia da Polícia Científica. As análises devem auxiliar o Gaeco na identificação de novos envolvidos e no aprofundamento das investigações sobre a possível infiltração da organização criminosa no cenário político local.









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