Relatórios técnicos apontam infiltrações, problemas estruturais e necessidade de manutenção em patrimônio tombado pelo Estado
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) instaurou um inquérito civil para acompanhar as condições de conservação da Igreja São Joaquim, um dos principais patrimônios históricos e culturais de Garopaba. A investigação foi aberta após o recebimento de informações que apontavam possíveis problemas de manutenção no imóvel tombado.
Durante a apuração, a Fundação Catarinense de Cultura (FCC) realizou uma vistoria técnica na edificação. O relatório elaborado pelos especialistas identificou pontos que necessitam de atenção, como infiltrações, rachaduras, desgaste da pintura, danos em rebocos, problemas no assoalho de madeira e telhas avariadas na cobertura da igreja.
O parecer também alertou para os impactos da umidade sobre a estrutura, destacando riscos de deterioração em elementos de madeira devido à ação do tempo e de organismos como cupins. Segundo a FCC, apesar de o imóvel ter passado por obras de restauração nos últimos anos, a realização de manutenções periódicas é fundamental para garantir sua preservação.
Patrimônio
Tombada pelo Estado desde 1998, a Igreja São Joaquim é considerada um dos principais marcos históricos de Garopaba e integra o conjunto cultural do município. Localizada em uma área de destaque no centro da cidade, a edificação possui relevância histórica, religiosa e turística.
Com a abertura do inquérito, o Ministério Público solicitou esclarecimentos aos responsáveis pela igreja e informações sobre as medidas adotadas ou planejadas para a conservação do imóvel. O objetivo é acompanhar as ações necessárias para assegurar a preservação de um dos mais importantes patrimônios históricos do litoral catarinense.










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