Movimentações políticas marcam o tabuleiro eleitoral; confira a coluna de Jailson Teixeira

ROSENVALDO NO PDT

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Segundo fontes, o ex-prefeito de Imbituba, Rosenvaldo da Silva Júnior, oficializou, na noite desta quarta-feira (8), sua saída do PSB após reunião com a executiva municipal do partido. O destino político de Rosenvaldo será o PDT, legenda pela qual pretende disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).

Segundo ele, a escolha se deu por entender que o PDT já possui uma estrutura consolidada, com cerca de 30 pré-candidatos a deputado estadual, o que, na avaliação do ex-prefeito, amplia suas chances de conquistar uma cadeira no Legislativo estadual.

Com a definição de Rosenvaldo, Imbituba passa a ter, a princípio, dois nomes colocados para a disputa: além dele, também surge como pré-candidato o ex-vice-prefeito Zaga da Inkor, atualmente filiado ao Republicanos, mas que pode migrar para outra sigla nos próximos meses.

A movimentação política marca uma virada de cenário no município, que há pouco tempo corria o risco de não ter nenhum representante local na corrida eleitoral. Agora, ao que tudo indica, Rosenvaldo e Zaga devem protagonizar a disputa por apoio político na cidade e na região dos lagos.

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BETO MARTINS

Suplente de senador e atual secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins (PL) deverá deixar o governo estadual no final do ano para se dedicar integralmente à reeleição do governador Jorginho Mello (PL). Considerado uma das cinco lideranças mais próximas do governador, Beto tem sido presença constante nas principais articulações políticas do Executivo.

Nos bastidores, já se comenta que ele poderá ser o coordenador da campanha majoritária de Jorginho em 2026, assumindo um papel estratégico no comando eleitoral. A saída do governo está prevista para 31 de dezembro, mas até lá o tabuleiro político pode mudar.

Aliado de confiança do governador, Beto também é cotado para outros cenários políticos em Santa Catarina, o que reforça sua importância na engrenagem política do PL no estado.

OS MAIS VOTADOS EM  26

Faltando um ano paras eleições estaduais, os bastidores da política em Imbituba estão começando a aquecer. As articulações por apoios para deputados estaduais e federais movimentam lideranças e vereadores locais. Hoje, já se percebe que a maioria dos vereadores definiu seus candidatos para a disputa de 2026.

No cenário federal, o nome mais forte na cidade é Júlio Garcia (PSD). Com uma rede sólida de apoios políticos e forte presença nos bastidores, ele é apontado como o favorito para ser o mais votado em Imbituba, sem grandes resistências.

Já na corrida estadual, o cenário ainda está em aberto. Há expectativa de que o mais votado possa ser um nome local, como Rosenvaldo da Silva Júnior ou Zaga da Inkor, ou um candidato “importado” de fora. Entre os cotados, aparecem Jorge Koch (MDB), Beto Kuerten (PSD), Thiago Zilli (MDB), Ana Campagnolo (PL), Pepe Colaço (PP), entre outros.

Com a ausência de um nome local consolidado para eleição a câmara federal, Júlio Garcia ganha ainda mais força e tende a liderar a votação federal na cidade, apoiado por um número expressivo de vereadores e lideranças políticas.

CENÁRIO CATARINENSE

O cenário político de Santa Catarina está longe de ser definido. A situação muda com a mesma velocidade de nuvens no céu, e aquilo que parecia um jogo desenhado começa a se embaralhar. Até pouco tempo, o projeto eleitoral do governador Jorginho Mello (PL) estava bem estruturado: ele seria candidato à reeleição, com o MDB na vice, Carol De Toni (PL) em uma das vagas ao Senado e a outra reservada para Esperidião Amin (PP) ou alguém do PSD, caso João Rodrigues desistisse de concorrer ao governo.

O desenho, que parecia garantir uma disputa com chances de vitória no primeiro turno, foi bagunçado com a decisão de Jair Bolsonaro de lançar o filho, Carlos Bolsonaro, ao Senado por Santa Catarina. A movimentação criou um impasse para Jorginho, que não tem espaço político para dizer “não” ao ex-presidente. Agora, o governador terá de escolher entre Amin e Carol De Toni, analisando quem soma mais votos e onde perde menos força política.

Para complicar ainda mais, o MDB ainda não teve sua vaga de vice confirmada. Ao mesmo tempo, o presidente nacional do União Brasil, Luciano Bivar Rueda, determinou que o partido tenha candidato a vice-governador em Santa Catarina. Com isso, Fábio Schocchetti colocou seu nome à disposição, possivelmente para compor chapa com João Rodrigues.

Caso isso se confirme, o PP, federado com o União, tende a seguir nessa coligação, fortalecendo o projeto de oposição. Nesse cenário, Jorginho poderia reorganizar sua chapa com Carlos Bolsonaro e Carol De Toni no Senado, além do MDB na vice, resolvendo um dos impasses.

Mas a política catarinense está volátil: qualquer movimento em Brasília pode alterar os rumos locais, principalmente se o MDB fechar aliança nacional com Lula. Até o fim do ano, muitas peças ainda podem mudar de lugar nesse xadrez eleitoral.

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