Cidade de José Boiteux volta aos holofotes após “lombada na terra” e cassação de prefeito por compra de votos

A pequena cidade de José Boiteux, no Vale do Itajaí, voltou a ganhar destaque nas redes sociais após uma obra inusitada viralizar: servidores municipais foram flagrados espalhando cal branco sobre uma estrada de terra, informando que estavam construindo lombadas no local.

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O registro, publicado no perfil oficial da Prefeitura, mostrava as equipes da Secretaria de Obras atuando na comunidade de Barra da Anta. O texto pedia que motoristas tivessem atenção redobrada ao trafegar, mas o detalhe curioso — as “lombadas” feitas apenas na terra e demarcadas com cal — acabou provocando uma enxurrada de comentários irônicos.

Usuários brincaram dizendo que se tratava de uma “faixa de pedestres na terra”, e alguns ironizaram: “Eles pintaram a estrada de chão?”, “Faltou o vídeo de inauguração”, e até “O autor dessa ideia merece um prêmio de criatividade — ou de burrice”.

Prefeitura esclarece que uso do cal é provisório

Diante da repercussão, a Prefeitura de José Boiteux emitiu uma nota oficial explicando que o cal branco não foi usado como pintura, mas como um recurso técnico temporário para sinalizar as elevações da via.

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De acordo com o comunicado, o objetivo era aumentar a visibilidade das lombadas recém-niveladas até que o solo se acomode completamente — prática que, segundo a gestão, é comum em estradas de chão para evitar acidentes durante o processo de compactação.

Prefeito e vice foram cassados por compra de votos

Além da polêmica obra, o município também tem enfrentado uma crise política. Em agosto deste ano, o prefeito Geovani Lunelli (MDB) e o vice Emerson Genezio Dell Agnollo (MDB) tiveram os mandatos cassados pela Justiça Eleitoral, acusados de compra de votos nas eleições de 2024.

Conforme a sentença, a investigação conduzida pelo Ministério Público Eleitoral e pela Polícia Civil revelou que eleitores teriam recebido cestas básicas, dinheiro, materiais de construção e promessas de emprego em troca de apoio político.

Com menos de seis mil habitantes, José Boiteux aguarda a definição do TRE-SC para realizar novas eleições diretas. Apesar de poderem recorrer, os dois políticos seguem afastados dos cargos.

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