Brasília — O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Manuel Palácios, descartou qualquer possibilidade de fraude no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025. Em entrevista ao Fantástico, ele garantiu que não houve vantagem para nenhum participante, mesmo após a polêmica envolvendo a anulação de três questões da prova.
O caso
No dia 11 de novembro, cinco dias antes da aplicação do exame, o estudante de medicina Edcley Teixeira realizou uma live no YouTube mostrando questões muito semelhantes às que apareceram na prova oficial. O episódio levantou suspeitas de quebra de sigilo e má-fé, levando o Inep a cancelar três itens.
Apesar disso, Palácios reforçou:
“Não há a menor chance de que um item memorizado por um estudante afete a segurança do Enem. Não há risco técnico algum nesse episódio.”
Investigação
A Polícia Federal segue investigando o caso e realizou buscas na casa de Edcley no domingo (23), apreendendo computador, celular e documentos. O universitário nega fraude e afirma que as questões exibidas eram de um concurso promovido pela CAPES em 2023, alegando coincidência. Ele também admitiu ter pago alunos para memorizar perguntas como forma de publicidade, prática que hoje considera “infeliz”.
Exame mantido
O ministro da Educação, Camilo Santana, reforçou que o Enem não será anulado:
“Quero tranquilizar a todos que fizeram o Enem. O exame continua, os dois gabaritos já foram divulgados e o resultado final sairá em janeiro de 2026. O Enem é um patrimônio do Brasil.”
Questões anuladas
Segundo o Inep, os itens cancelados foram:
- Fotossíntese
- Grito
- Parcelamento de R$ 60 mil
Impacto
Mesmo com a polêmica, o Enem 2025 reuniu quase 5 milhões de estudantes em todo o país e segue como o principal exame de acesso ao ensino superior brasileiro.








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