GIRO POLÍTICO com Jailson Teixeira

DESTAQUE

ANUNCIO

O projeto de lei nº 5603/2025, de autoria do vereador Bruno Pacheco PSB, está concorrendo ao 2º Prêmio de Boas Práticas do Legislativo Municipal, promovido pela UVESC, que destaca iniciativas inovadoras no Estado de Santa Catarina. A proposta institui prioridade no atendimento para protetores de animais e entidades reconhecidas, garante transparência nas informações sobre castrações e fortalece as políticas públicas de proteção animal em Imbituba.

Mesmo eleito pela oposição, Bruno Pacheco tem se destacado no Legislativo pela inteligência política, sabedoria e capacidade de propor projetos modernos, que ampliam a visão de futuro do município. É um dos três vereadores mais atuantes, levando inovação para além das pautas rotineiras, como troca de lâmpadas ou limpeza de calçadas. A sociedade precisa de representantes que pensem grande, e esse projeto é um exemplo claro disso. Parabéns, Bruno — continue nesse caminho.

ELEIÇÃO 2026: IMBITUBA

Tudo indica que Imbituba contará com apenas um candidato a deputado estadual nas eleições de 2026: o ex-prefeito Rosenvaldo da Silva Júnior, que se filiará ao PDT. A articulação ganhou força após a visita do deputado estadual Rodrigo Minotto, presidente do PDT catarinense, e do presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia (PSD), à residência de Rosenvaldo, quando oficializaram o convite para que ele dispute a eleição pela sigla.

Rosenvaldo já foi candidato a deputado estadual em 2014 e conquistou 9.438 votos, quando Imbituba tinha 33.388 eleitores. Hoje, com 41.542 eleitores, o cenário é ainda mais favorável. Minotto foi eleito com 28.685 votos, e a segunda colocada fez 7.752 — números que reforçam a chance de o PDT fazer duas vagas.

Há rumores de que Zaga da Inkor, um dos nomes mais cotados para entrar na disputa, não será candidato. Isso fortalece ainda mais a posição de Rosenvaldo como representante único da cidade. Com forte capital político, histórico de quase 10 mil votos e dois mandatos como prefeito, ele tem boas chances de se eleger ou assegurar uma suplência estratégica, com apoio de Minotto para assumir na Alesc em caso de afastamento.

MESA DIRETORA

A pouco mais de dois meses da eleição para a Mesa Diretora da Câmara de Imbituba, os bastidores políticos começam a ferver. O atual presidente, Matheus Pereira Palladini (PSD), sonha com a reeleição para dar continuidade ao seu projeto à frente do Legislativo e entregar a famosa obra do anexo da Câmara. Do outro lado, o nome já acordado pela base governista é o do vereador Eduardo Faustino da Rosa (PL), líder do governo.

Apesar do acordo firmado anteriormente para Eduardo assumir no segundo ano, paira uma indecisão sobre sua candidatura. Caso ele decline, o PL já decidiu, a vaga seguirá com o PL, maior bancada da Casa. Nesse cenário, surgem dois nomes nos bastidores: Matheus Gelinski (PL) e o atual secretário de Obras, David Aquino (PL), que poderia retornar à Câmara para disputar a presidência.

Essa movimentação geraria ruídos internos. O PSD poderia reivindicar a Secretaria de Infraestrutura, hoje ocupada por David Aquino, caso ele volte ao Legislativo. Também há incertezas sobre o destino do suplente Rafael Melo PL, que ocupa a vaga de David. Fontes indicam que em dezembro poderá haver uma ampla reforma no secretariado, envolvendo até cinco mudanças, o que amplia ainda mais o jogo político nos bastidores.

ELEIÇÃO EM SC

Os bastidores da eleição para o governo de Santa Catarina ganharam novo capítulo com os sinais de que Décio Lima (PT) não deve disputar o comando do Estado em 2026. O petista, que chegou ao segundo turno em 2022, planeja concorrer ao Senado. A decisão surpreendeu e acendeu um alerta no grupo político de Jorginho Mello (PL), que avaliava a candidatura de Décio como estratégica — já que dividiria o campo eleitoral com João Rodrigues (PSD).

Sem Décio na disputa, a esquerda deverá decidir nas urnas entre a extrema direita de Jorginho e a direita de João Rodrigues. A tendência é que parte expressiva desse eleitorado acabe migrando para Rodrigues, o que pode fortalecer seu desempenho em um eventual segundo turno.

Nos bastidores do PT, tentou-se costurar um nome substituto: Fabiano Dalluz, Luciana Carminati e Pedro Uczai foram sondados, mas todos recusaram. Assim, cresce a possibilidade de o partido não lançar candidato ao governo, o que favorece diretamente João Rodrigues. Apesar disso, o pessedista ainda não demonstra firmeza em sua pré-candidatura, o que gera dúvidas e insegurança na própria base aliada, abrindo espaço para movimentos estratégicos de Jorginho Mello.

RAPIDAS

  • A Prefeitura de Criciúma deverá lançar até o final do ano um novo programa com quase 1 mil morarias populares.
  • Capivari de Baixo: Quatro vereadores pediram CPI sobre contrato de empresa ligada a servidora para o Desfile de 7 de Setembro; como a criação foi barrada em plenário, eles acionaram o Judiciário. Tema pode respingar na região de Tubarão.
  • Florianópolis: Após denúncias de superfaturamento em contratos de fornecimento de medicamentos, vereadores de oposição protocolaram pedido de CPI. A base governista tenta segurar o avanço da investigação. A disputa já tomou conta dos bastidores da Câmara.
  • Aliados de Bolsonaro e Valdemar Costa Neto começaram articulações para tentar garantir a sucessão de Arthur Lira. A movimentação acontece nos bastidores e já pressiona partidos da base governista.
  • Mesmo após meses de afastamento, emissários do PT e do MDB retomaram conversas discretas sobre alianças para a próxima eleição presidencial. O MDB quer mais espaço, e o PT busca garantir um bloco de sustentação mais sólido.

Publicar comentário