Imbituba está entre os municípios catarinenses com maior proporção de famílias classificadas em risco grave de insegurança alimentar. Um levantamento realizado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) aponta 124 famílias nessa condição no município, o equivalente a 6,1% do total considerado na análise.
O percentual coloca Imbituba entre os 50 municípios do Estado com os maiores índices identificados pelo estudo. O levantamento utiliza informações do Cadastro Único (CadÚnico) e considera como risco grave os casos em que a probabilidade estimada de insegurança alimentar grave é igual ou superior a 80%.
O MPSC ressalta que os números não representam entrevistas individuais ou uma confirmação da situação de cada família. Trata-se de uma estimativa estatística utilizada para identificar áreas com maior vulnerabilidade e orientar a atuação das Promotorias de Justiça.
Na Amurel, o cenário também chama atenção pela estrutura de planejamento. Dos 18 municípios que integram a associação, apenas Tubarão e Laguna possuem atualmente planos municipais de segurança alimentar e nutricional vigentes, segundo os dados analisados pelo Ministério Público.
Isso significa que 16 cidades da região não contam com esse instrumento de planejamento. O documento considera a ausência do plano um possível indicativo de fragilidades na organização e na gestão das políticas públicas relacionadas à alimentação, embora a falta do instrumento não retire dos municípios a responsabilidade de garantir o acesso à alimentação adequada.
Em todo o Estado, o levantamento identificou 271 municípios sem plano vigente, enquanto apenas 24 possuíam o documento atualizado.
O diagnóstico foi elaborado pelo Centro de Direitos Humanos e pelo Centro de Apoio Operacional da Saúde Pública do MPSC. Além dos dados sobre famílias em situação de vulnerabilidade, o estudo orienta os municípios a avaliarem a estrutura existente para atendimento dessa população.
Entre os mecanismos apontados estão restaurantes populares, cozinhas comunitárias, bancos de alimentos, programas de distribuição de alimentos, conselhos municipais, previsão de recursos no orçamento e iniciativas voltadas à agricultura familiar.
No total, o estudo estima que 10.252 famílias estejam em risco grave de insegurança alimentar em Santa Catarina. A intenção do Ministério Público é utilizar os dados para definir prioridades de atuação e estimular o fortalecimento de políticas permanentes de segurança alimentar nos municípios.







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