Uma presença, um abraço, uma conversa ou simplesmente alguém para estar por perto. Imbituba dá um novo passo na construção de uma rede de cuidado e afeto para crianças e adolescentes que vivem em acolhimento institucional.
O município instituiu, por meio da Lei nº 5.780, o Programa Municipal de Apadrinhamento Afetivo, uma iniciativa que busca aproximar crianças e adolescentes acolhidos de pessoas dispostas a construir vínculos afetivos e oferecer experiências de convivência familiar e comunitária.
Mais do que uma iniciativa prevista em lei, o programa nasce com um propósito profundamente humano, que é garantir que nenhuma criança cresça sentindo que está sozinha. A proposta é ampliar a rede de apoio, fortalecer vínculos e proporcionar referências afetivas positivas, contribuindo para o desenvolvimento social, emocional, educacional e cultural dos acolhidos.
O apadrinhamento poderá acontecer em diferentes formas. No Apadrinhamento Afetivo, padrinhos e madrinhas estabelecem uma relação de convivência com a criança ou adolescente. Também estão previstas as modalidades de Apadrinhamento Prestador de Serviços, com a oferta voluntária de serviços ou atividades, e Apadrinhamento Material, por meio da doação de bens, materiais ou recursos que contribuam para melhorar a qualidade de vida dos acolhidos.
A ideia é simples, mas pode transformar histórias estando presente. “Porque, para uma criança, ter alguém que pergunta como foi o dia, que comemora uma conquista, que escuta, brinca, incentiva e demonstra carinho pode significar muito. São pequenos momentos que ajudam a construir memórias, confiança e a sensação de pertencimento”, enfatizou o secretário de Assistência Social, Gunnar Chaves.
O programa também estabelece critérios e cuidados para garantir que esses vínculos sejam construídos de forma responsável e segura. Os interessados passarão por entrevistas, avaliações técnicas, estudos psicossociais, visitas domiciliares e capacitações, com acompanhamento permanente da equipe responsável.
A legislação deixa claro ainda que o apadrinhamento não representa adoção, guarda ou tutela. O objetivo é outro, é criar uma relação de afeto, convivência e apoio, sempre respeitando o interesse e os direitos da criança ou do adolescente.
O programa contará com acompanhamento técnico desde a seleção dos padrinhos até o desenvolvimento do vínculo. A equipe da SEAS poderá realizar entrevistas, visitas e reuniões para garantir que a relação aconteça de maneira saudável e adequada. A iniciativa também será desenvolvida em conjunto com o Poder Judiciário, Ministério Público, Conselho Tutelar, CMDCA e demais integrantes da rede de proteção à criança e ao adolescente.
Em Imbituba, o cuidado também se constrói com afeto. E, muitas vezes, para mudar o dia, ou até a história, de uma criança, não é preciso fazer algo grandioso. É preciso estar. É preciso ouvir. É preciso cuidar. É preciso ser presença. É esse espaço para o afeto que o novo Programa Municipal de Apadrinhamento Afetivo começa a construir. Se você sentiu o chamado em seu coração, entre em contato com a Secretaria de Assistência Social, na Avenida Dr. João Rimsa, 531, Centro.








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