Com base nos dados mais recentes (referentes a 2021/2022, analisados em 2024/2025), Imbituba é a segunda maior economia da região da Amurel (Associação dos Municípios da Região de Laguna) em termos de Produto Interno Bruto (PIB) absoluto, ficando atrás apenas da cidade de Tubarão.

Com base nesses dados, Imbituba representa cerca de 15,60% do PIB total da região da AMUREL, com um PIB consolidado superior a R$ 2,5 bilhões (dados anteriores a 2025, indicando crescimento contínuo).
Mas, apesar de ser uma força política e econômica em pleno desenvolvimento, aumentando sua participação e influência na região, faz 30 anos que a cidade não elege um representante para a Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina). Isso coloca Imbituba em desvantagem diante de outros municípios que, ano após ano, conseguem colocar no Legislativo estadual um deputado comprometido com suas pautas locais.
A última vez que uma voz levou os anseios e necessidades de Imbituba ao parlamento foi por meio do ex-deputado Manoel Victor Cavalcante, o Tico, pelo PDT. Eleito inicialmente como suplente, Tico assumiu a cadeira e integrou a 12ª Legislatura da Alesc, entre os anos de 1991 e 1995.
A força de uma cidade com representatividade no Legislativo estadual é, sem dúvida alguma, muito superior. Hoje, Imbituba precisa contar com a vontade e o apoio de deputados eleitos por outras regiões para apresentar suas demandas e defender suas necessidades e aspirações.
Nas últimas eleições, a tentativa de construção e lançamento de um nome que pudesse aglutinar votos de toda a cidade e, assim, tornar-se seu representante, foi frustrada pela pulverização em vários nomes e pela enxurrada de deputados satélites, que, com seus cabos eleitorais imbitubenses, disputam o voto com os candidatos locais, que acabam sufocados pelo poder econômico e pela influência política.
Imbituba precisa, urgente e seriamente, pensar em uma ação que lhe possibilite ter novamente um representante legítimo com assento na Alesc. Discutir uma estratégia pluripartidária pode ser um caminho, por meio de um nome que consiga aglutinar forças e levar para a Câmara Estadual as prioridades e soluções para os problemas da cidade de Imbituba.
Quem foi Tico Cavalcante, o último deputado estadual de Imbituba
Tico nasceu em 23 de outubro de 1958, em Laguna/SC. Filho de Eustáquio Paes Cavalcanti e de Lea Francisco Cavalcanti. Casou-se com Cleide Nogueira Cavalcante, com quem teve os filhos João Victor e Laura.
Cursou as séries iniciais no Grupo Escolar Henrique Lage e o ensino médio na Escola Estadual Engenheiro Annes Gualberto. Concluiu o Curso Técnico em Edificações na Escola Técnica Federal de Santa Catarina e o curso superior de Arquitetura e Urbanismo na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), ambos em Florianópolis/SC.
Trabalhou na Indústria Carboquímica Catarinense (ICC), de 1976 a 1977; na Prefeitura Municipal de Imbituba, de 1977 a 1978; e no Porto de Imbituba, de 1980 a 1992.
Pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), candidatou-se à vaga de Deputado Estadual à Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Com 5.515 votos, foi eleito suplente e convocado para integrar a 12ª Legislatura (1991–1995).
Foi Diretor-Presidente da Imbituba Administradora da Zona de Processamento de Exportação S.A. (IAZPE).
Em 1999, Tico foi homenageado pela sua legislatura na Assembleia Legislativa catarinense.










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