Homem é preso em flagrante durante operação contra armazenamento de material de abuso infantil em São José

Um homem foi preso em flagrante nesta segunda-feira (21) durante uma operação do CyberGAECO em São José, na Grande Florianópolis. A ação investiga o armazenamento de arquivos digitais contendo cenas de abuso sexual infantojuvenil.

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A prisão ocorreu após agentes cumprirem um mandado de busca e apreensão em um imóvel no município. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a investigação encontrou indícios de que o suspeito teria feito o download e mantido os arquivos armazenados em dispositivos digitais.

Durante o cumprimento da ordem judicial, os agentes localizaram o material e confirmaram o armazenamento, o que levou à prisão em flagrante.

Os equipamentos apreendidos serão encaminhados à Polícia Científica, onde passarão por exames periciais que poderão contribuir para o avanço das investigações.

A operação, denominada Mariposa, foi deflagrada pelo GAECO por meio do CyberGAECO, em apoio ao trabalho conduzido pela 1ª Promotoria de Justiça de São José. A investigação teve início após a identificação dos indícios relacionados ao armazenamento do conteúdo.

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Investigação segue sob sigilo

O procedimento tramita em segredo de Justiça. Por esse motivo, detalhes sobre o investigado e outros elementos da apuração não foram divulgados.

A operação integra uma iniciativa de enfrentamento ao abuso sexual infantojuvenil no ambiente digital, com atuação voltada a diferentes países da América Latina. Segundo o MPSC, a ação conta com apoio de organismos e instituições internacionais, entre elas a Interpol, a Homeland Security Investigations (HSI) e o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).

O CyberGAECO atua na identificação e repressão de crimes praticados no ambiente virtual, enquanto o GAECO reúne forças de segurança e órgãos estaduais em ações de combate ao crime organizado.

O MPSC reforça que o armazenamento e o compartilhamento de material relacionado ao abuso sexual de crianças e adolescentes também integram a cadeia de violência contra as vítimas e podem ser alvo de investigação e responsabilização criminal.

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