Filhote de elefante-marinho morre um dia após nascimento em Jaguaruna

O filhote de elefante-marinho-do-sul que nasceu no litoral de Jaguaruna morreu na manhã desta segunda-feira (28), apenas dois dias após ser localizado com a mãe na praia. As circunstâncias da morte ainda serão investigadas pela equipe da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).

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O animal será submetido a uma necrópsia pelo Laboratório de Zoologia e Ecologia (LabZoo/Udesc), dentro das ações do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). O procedimento deverá auxiliar na identificação das possíveis causas da morte.

Enquanto isso, a atenção das equipes permanece voltada para a fêmea, que ainda precisa permanecer em terra antes de retornar ao mar. O caso envolve profissionais de diferentes instituições que atuam no atendimento à fauna marinha na região.

Participam do acompanhamento equipes do Museu de Zoologia da Unesc, por meio do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Pelotas (PMP-BP/Setor B), além da APA da Baleia Franca, ICMBio, Ibama e demais órgãos e instituições envolvidos no Protocolo de Encalhes da APA da Baleia Franca.

A presença de uma fêmea acompanhada de filhote no litoral catarinense já era considerada incomum, uma vez que a região não é uma área de reprodução da espécie.

A orientação aos moradores e visitantes é manter pelo menos 50 metros de distância do animal e respeitar o isolamento feito pelas equipes. Também não é permitido tocar, alimentar ou tentar conduzir a fêmea para o mar.

Cães devem permanecer afastados, assim como veículos, motocicletas, caixas de som e outras fontes de perturbação. Segundo o ICMBio, molestar, perseguir ou perturbar animais silvestres pode configurar crime ambiental, conforme a Lei nº 9.605/1998.

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