Familiares confirmaram que os corpos encontrados em Santa Catarina pertencem aos quatro jovens de Minas Gerais que estavam desaparecidos desde o fim de dezembro. O reconhecimento foi feito por parentes que acompanham as investigações no estado catarinense, com base em características físicas como tatuagens. A confirmação oficial ainda depende de laudos da Polícia Científica.
A informação foi repassada por Sílvia Aparecida do Prado, mãe de Pedro Henrique Prado de Oliveira, um dos jovens desaparecidos. Segundo ela, familiares de Guilherme Macedo de Almeida também participaram do processo de identificação. Sílvia tem auxiliado outras famílias nos trâmites junto às autoridades.
De acordo com os familiares, os corpos permanecem no Instituto Médico-Legal (IML), aguardando a conclusão da documentação necessária para liberação. A previsão é de que sejam encaminhados ao Sul de Minas entre a noite de domingo (4) e a manhã de segunda-feira (5).
Os corpos foram localizados enterrados em Biguaçu, na Grande Florianópolis, no sábado (3). A Polícia Civil informou que as circunstâncias do caso seguem sob investigação e que a confirmação oficial das identidades será divulgada após os exames periciais.
Quem eram os jovens
Os quatro jovens haviam deixado Minas Gerais em busca de trabalho e melhores condições de vida. Tinham em comum o desejo de ajudar suas famílias e construir um futuro com mais estabilidade.
Bruno Máximo da Silva, de 28 anos, era pai de dois filhos pequenos e havia se mudado para Santa Catarina em busca de oportunidades profissionais. Trabalhava em restaurantes e estava prestes a iniciar um novo emprego como soldador. Sonhava em levar a mãe para morar perto do mar.
Daniel Luiz da Silveira, também de 28 anos, despediu-se da família prometendo ajudar os pais financeiramente. Sonhador e responsável, acreditava que a mudança representaria um recomeço para toda a família.
Guilherme Macedo de Almeida, de 20 anos, era soldador e trabalhava desde cedo. Apaixonado por motos e música, decidiu deixar Minas Gerais no fim do ano para tentar novos caminhos após a perda do avô.
Pedro Henrique Prado de Oliveira, de 19 anos, trabalhava em um restaurante e fazia planos de tirar a habilitação e comprar uma moto. Protetor das irmãs mais novas, era descrito pela família como carinhoso e determinado a oferecer uma vida melhor aos que amava.
O caso segue sendo investigado pelas autoridades catarinenses. As famílias aguardam respostas oficiais sobre o que aconteceu com os jovens e cobram justiça.










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