Esquema bilionário com empresa de colchões leva operação da Polícia Civil a Imbituba

Uma investigação da Polícia Civil de Santa Catarina resultou, nesta terça-feira (14), em uma operação de grande porte contra uma organização suspeita de lavar dinheiro proveniente do tráfico de drogas. Conforme as apurações, o grupo teria movimentado mais de R$ 1 bilhão por meio de uma empresa utilizada para dar aparência de legalidade às transações financeiras.

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Batizada de Operação Tela Oculta, a ofensiva é coordenada pela Delegacia de Investigação Criminal (DIC) de Palhoça e mobiliza equipes em cinco estados. Ao todo, a Justiça autorizou o cumprimento de 32 mandados de prisão e outros 80 de busca e apreensão.

As diligências ocorrem em Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Mato Grosso do Sul. No território catarinense, as ações se concentram em municípios da Grande Florianópolis, além de Itapema, Balneário Camboriú, Imbituba e Porto Belo.

Segundo a Polícia Civil, a organização utilizava uma empresa registrada como comerciante de colchões para esconder a origem do dinheiro obtido com o tráfico. Embora formalmente desenvolvesse atividade comercial, a empresa seria responsável por concentrar e redistribuir os recursos financeiros da quadrilha.

De acordo com o delegado Marcus Vinicius Fraile, a empresa estava sediada no Mato Grosso, enquanto a responsável pelo negócio reside no Mato Grosso do Sul, onde também foram cumpridas medidas judiciais.

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Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam armas e entorpecentes. Até o fim da manhã desta terça-feira, a Polícia Civil ainda não havia divulgado o número de pessoas presas nem o balanço completo das apreensões.

As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e aprofundar a apuração sobre o funcionamento do esquema financeiro atribuído à organização criminosa.

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