Entre emendas, expectativas e alertas: os desafios de Imbituba

AS EMENDAS

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O modelo de emendas parlamentares criado no governo passado e mantido pelo atual virou o principal zum-zum-zum político de Imbituba. A cidade comenta, grava, filma — e especula. A ideia, quando bem aplicada, é positiva: o vereador direciona recursos e a comunidade ganha obras, equipamentos, melhorias. Mas o risco de transformar um instrumento técnico em moeda política é enorme.

O problema começa quando a emenda é tratada como presente, não como responsabilidade. Não basta “destinar”: é preciso orientar quem recebe sobre como aplicar, executar e principalmente prestar contas. Sem isso, abre-se espaço para uso inadequado dos recursos, notas irregulares, serviços feitos pela metade e aquele velho roteiro de suspeitas que já vimos em outros “carnavais”.

O alerta é simples e necessário: emenda parlamentar não é moeda de troca, é dinheiro público. Sem fiscalização rígida, transparência e orientação técnica, o que nasceu para ajudar acaba virando problema — para o vereador, para quem recebe e, principalmente, para o contribuinte.

TEMPORADA DE VERÃO

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A Prefeitura de Imbituba realizou nesta semana a coletiva de imprensa para apresentar o calendário de eventos da temporada de verão 2026. Algumas novidades chamaram atenção, outras repetem fórmulas já conhecidas. Mas, apesar do esforço em divulgar atrações e reforçar a expectativa para a alta temporada, pontos essenciais ficaram sem resposta.

A principal dúvida é sobre a virada de ano. O município não confirmou se haverá show na noite do réveillon — informação aguardada tanto pelo trade turístico quanto pelos moradores. Vale lembrar que, na última virada, o show do Dazaranha no Canto da Praia da Vila atraiu público recorde e colocou Imbituba no circuito das grandes celebrações da região.

Outro silêncio notado durante a coletiva diz respeito ao retorno da Festa do Camarão, tradicional no calendário local e sempre vista como motor econômico e cultural. Não houve qualquer indicação de que o evento volte a acontecer em 2026.

O Carnaval também ficou de fora das explicações. Sem confirmação de blocos, programação oficial ou estrutura, permanece a dúvida sobre como – ou se – a cidade pretende retomar a festa.

Com a temporada se aproximando, a divulgação parcial deixa um clima de expectativa misturado com incerteza. Falta anunciar o que realmente movimenta o verão: festa, atração e planejamento definido.

TRAGÉDIA

A morte de um menino de apenas 8 anos na Praia do Porto, vítima de afogamento, abalou Imbituba e expôs uma ferida que a cidade insiste em empurrar para depois: a estrutura precária de salvamento no verão. A tragédia, profundamente triste e irreparável para a família, precisa servir de alerta imediato ao poder público.

Com a temporada às portas, é indispensável que o município e o Estado acelerem a reestruturação dos postos de salva-vidas e garantam a presença de efetivos em todas as praias e lagoas. Pintura de posto e placa nova são importantes, mas não salvam vidas sozinhas. O que faz a diferença é o guarda-vidas lá, de pé, atento, orientando e prevenindo.

Imbituba vive do turismo e do mar — e isso exige responsabilidade redobrada. A ausência de profissionais suficientes coloca moradores e visitantes em risco real. O caso do menino de 8 anos não pode virar estatística, nem ser tratado como fatalidade inevitável.

É hora de o governo acordar para a gravidade do problema e agir com prioridade máxima. Uma cidade que quer receber bem precisa, antes de tudo, garantir segurança. Uma vida perdida já é demais.

MUITO BOM

A Câmara Municipal de Imbituba analisa o Projeto de Lei nº 5764/2025 de autoria do Vereador Humberto Carlos dos Santos, que determina novas regras de transparência nos serviços de saúde do município. A proposta obriga todas as unidades — postos, centros de referência, especialidades, hospitais e entidades conveniadas — a divulgarem informações claras sobre atendimento. O texto exige a fixação de um quadro informativo físico em local visível e a publicação digital no site da Prefeitura e da Secretaria de Saúde. Entre os dados obrigatórios estão nomes e registros dos profissionais, especialidades, horários de atendimento, escalas, plantões e número de vagas disponíveis por dia. Também deverá constar o nome do coordenador da unidade. O projeto prevê fiscalização direta da Prefeitura e punições para gestores que não cumprirem a lei, incluindo advertência e responsabilização disciplinar em caso de reincidência. A nova norma revoga legislação anterior de 2018 e busca garantir que o cidadão saiba exatamente quem atende, quando atende e quantas vagas existem em cada unidade de saúde da cidade.

RAPIDAS

  • Chamou atenção na região o volume de recursos públicos pagos através de diária ao Prefeito de Sangão Castilho Silvano PP. Foram mais de R$ 27.000,00 para uma viagem a Europa.
  • O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), anunciou votação de pauta-bomba após Lula indicar Jorge Messias ao STF (Superior Tribunal Federal).
  • O caso do Banco Master poderá ser o maior escândalo politico da história pós “Lava Jato”. A quem diga que Vorcaro poderá aceitar delação.
  • Lula comemora a retirada da tarifa americana de 40% sobre produtos Brasileiros como carne, café, açaí, cacau entre outros. O Decreto americano também determina o reembolso dos valores cobrados desde a ultima quinta-feira (13).
  • Senado deve votar o fim da reeleição e mandato de 5 anos na próxima semana. O relatório já foi aprovado pela CCJ  em maio. Pela proposta, a reeleição ficaria proibida a partir de 2034.
  • Um projeto de lei, de autoria dos vereadores Reginaldo Mews Rosa (PL) e Helena Aparecida Costa Chaves (Podemos), quer aumentar o salário do prefeito de Garuva, no Norte do estado, para R$ 42.390,00. Se a moda pega…

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