Eclipse Solar Anular vai desenhar “anel de fogo” no céu em fevereiro; entenda o fenômeno

O céu vai protagonizar um espetáculo raro no próximo 17 de fevereiro, quando ocorre o primeiro eclipse solar de 2026. Trata-se de um Eclipse Solar Anular, fenômeno em que a Lua não encobre completamente o Sol e cria o efeito visual conhecido como “anel de fogo”.

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Segundo astrônomos, o evento poderá ser observado de forma total na Antártida e em ilhas do Oceano Índico. Em partes da América do Sul, como regiões da Argentina e do Chile, além da África Austral, o eclipse será visto de maneira parcial. No Brasil, o fenômeno não será visível.

O que é um eclipse solar?

Do ponto de vista científico, um eclipse solar ocorre quando a Lua se posiciona exatamente entre a Terra e o Sol, bloqueando parcial ou totalmente a luz solar que chega ao planeta. Esse alinhamento projeta uma sombra sobre a superfície terrestre e provoca alterações temporárias na luminosidade do dia.

No caso específico do Eclipse Solar Anular, a Lua encontra-se em seu apogeu — o ponto mais distante da Terra em sua órbita elíptica. Por estar aparentemente menor no céu, ela não consegue cobrir completamente o disco solar.

“O que vemos é a borda do Sol permanecendo visível ao redor da Lua, formando um círculo luminoso perfeito”, explicam especialistas. Esse contorno brilhante é o que popularmente ficou conhecido como anel de fogo.

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Por que o anel de fogo acontece?

A órbita da Lua ao redor da Terra não é perfeitamente circular. Em alguns momentos, ela está mais próxima (perigeu); em outros, mais distante (apogeu). Quando um eclipse ocorre durante o apogeu lunar, o diâmetro aparente da Lua é menor do que o do Sol.

Como resultado, parte da radiação solar “escapa” pelas extremidades, criando um efeito óptico circular altamente característico, embora perigoso de observar sem proteção adequada para os olhos.

Atenção à observação segura

Astrônomos alertam que nunca se deve olhar diretamente para o Sol durante um eclipse sem filtros apropriados. Mesmo quando o disco solar está parcialmente encoberto, a radiação pode causar danos irreversíveis à visão.

A observação segura exige o uso de óculos certificados para eclipses solares ou equipamentos específicos com filtros solares adequados.

Próximo grande espetáculo: eclipse total em 2027

Embora o eclipse anular de fevereiro não seja visível no Brasil, os olhos da comunidade científica já se voltam para outro evento histórico: o Eclipse Solar Total de 2 de agosto de 2027, considerado o mais longo do século.

Na ocasião, o dia poderá se transformar em noite por mais de seis minutos em algumas regiões — tempo significativamente maior que a média de eclipses totais, que costuma durar cerca de dois minutos. Países como Espanha, Marrocos, Egito, Sudão e Arábia Saudita estarão na faixa de visibilidade total. O fenômeno, no entanto, também não poderá ser observado no Brasil.

Eclipse lunar e a “Lua de Sangue”

Outro evento astronômico aguardado para 2026 acontece em 3 de março, com um Eclipse Lunar Total. Diferente do eclipse solar, esse fenômeno ocorre quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite natural.

Durante o eclipse, a Lua adquire tons avermelhados ou alaranjados devido à refração da luz solar pela atmosfera terrestre — efeito conhecido como Lua de Sangue. Esse evento será visível em grande parte do planeta, com condições especialmente favoráveis no Hemisfério Sul.

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