O governo Michell Peninha entrou em 2026 em meio a uma verdadeira dança das cadeiras no alto escalão da administração municipal. As mudanças começaram ainda em 2025, com a saída do então secretário de Educação, Adilsander, cuja gestão foi mal avaliada tanto pela população quanto internamente pelo próprio governo.
Já no início de 2026, novas baixas chamaram atenção: deixaram o governo o chefe de Gabinete, Marco Aurélio Spinardi, e o procurador-geral do Município, Pedro Monteiro. Ambos com propostas melhores do que permanecer no govenro municipal.
Nos bastidores, a pergunta que ecoa é direta: quem é o próximo a jogar a toalha?
Entre os nomes mais comentados está o da Dra. Patrícia Menegazzo, considerada por muitos o currículo mais vistoso do governo Peninha. Apesar da dedicação diária, com deslocamentos frequentes entre Tubarão e Imbituba, a empresária e Engenheira Agonoma não está conseguido conciliar as demandas da função pública com questões particulares, optando por se afastar do governo. Rumores dão conta de que ela já solicitou exoneração do cargo, e que há um desgaste entre secretária e prefeito.
A situação se agrava com a dificuldade em recompor o time. Um exemplo é a Diretoria de Pesca, vaga desde a saída de Wagner João Vieira — outro nome “importado” para o governo, que protagonizou debates importantes sobre a pesca da tainha, mas também acumulou atritos com vereadores da base governista.
Nos corredores da Prefeitura, o burburinho é constante: há secretários dispostos a pular fora do barco. Parte das críticas recai sobre quem hoje “segura o leme” da administração, Giovani Ferreira Pereira, responsável pela política de desburocratização do município. Outros observadores apontam que o governo estaria tentando reforçar uma ala mais ideológica, de olho no processo eleitoral de 2026, alinhando-se à reeleição do governador Jorginho Mello e ao apoio incondicional a Flávio Bolsonaro, em oposição ao presidente Lula.
Com isso, vai caindo por terra o discurso da valorização de quadros técnicos que viriam trabalhar “por Imbituba”, slogan amplamente utilizado na pré-campanha de Peninha e Madalena nas eleições de 2024.
Para completar o cenário, Imbituba voltou a ficar sem certidão negativa. Venceram recentemente as certidões do SFINGE, e, segundo comentários internos, há um grande volume de informações pendentes a serem encaminhadas ao Tribunal de Contas de Santa Catarina. A preocupação é real: a administração pode enfrentar dificuldades para regularizar a situação em tempo hábil.
O problema se torna ainda maior diante da iminência da captação de grandes volumes de recursos, inclusive para obras já anunciadas, todas dependentes de prazos exíguos em um ano eleitoral. Fica a pergunta: o pau que bateu em Francisco também baterá em Chico? Caso o governo Peninha perca recursos, o desgaste político pode ser inevitável.
Vale lembrar o que ocorreu no final do mandato de Rosenvalvo Júnior, quando a suposta perda de recursos culminou em forte desgaste e até em pedido de cassação. A história, ao que tudo indica, pode não gostar de ser ignorada.
Redação – O Popular Catarinense










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