Fim de feira!
O governo de Michell Peninha parece estar vivendo um verdadeiro fim de feira. A expressão é comumente utilizada porque, quando vamos à feira no finalzinho, nas bancas restam apenas produtos ruins e nada de novo é reposto. A saída, nesta semana, do chefe de gabinete Douglas Tadros e da secretária de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca, Patrícia Menegaz, traduz bem este momento.
Tadros foi um erro
O chefe de gabinete, ex-policial militar de Imbituba, foi um dos maiores equívocos do início da gestão Peninha e Madalena. Quem o escolheu para um cargo tão importante? Ninguém sabe. Ele veio compor um secretariado com a cara do atual governo: distante dos servidores, de costas para a população e acreditando que tudo estava muito bem. Estava errado.
Patrícia traduzia a promessa de campanha de Peninha
A ex-secretária Patrícia possuía um dos currículos mais robustos do atual governo. Mesmo vindo diariamente de Tubarão, conseguiu, aos poucos, impor ritmo e dar certa organização às áreas que estavam sob sua responsabilidade.
A culpa de não ter avançado mais foi do próprio prefeito Peninha e da vice Madalena, que “bagunçaram” um setor que deveria ter estrutura própria e foco em suas demandas: o Meio Ambiente. Para o colo da secretária foram empurrados serviços que se confundem com outras áreas, como as zoonoses, caso do Centro de Bem-Estar Animal, além da Agricultura e da Pesca.
As divergências surgiram
A primeira grande batalha de Patrícia foi contra alguns vereadores da base no que diz respeito à pesca da tainha. Enquanto ela, em nome do governo, se articulava para criar estratégias pró-pesca, Elísio e Eduardo tratavam o mesmo tema por outro caminho. Quando todos foram postos à mesa, vieram as divergências.
Passado esse episódio, Patrícia começou a disciplinar o funcionamento de máquinas e a concessão de benefícios a pescadores e agricultores. Certamente voltou a cutucar alguns vereadores da base, que não querem regras claras, pois utilizam esse nicho como fonte de votos em seus redutos eleitorais.
Questões como gerenciamento costeiro, gestão de lagoas e posicionamento claro sobre a APA da Baleia Franca, entre outros temas, fizeram com que a doutora desanimasse. Aos poucos, perdeu o brilho. Pediu para sair muito antes, mas sua saída foi sendo postergada ao máximo, pois está difícil recompor o time.
E o secretário da Gestão, quando sai?
Servidores públicos, alguns secretários do próprio governo e uma grande parcela da população se perguntam quando Giovani Ferreira deixará a cadeira para que o governo tenha paz?
Porém, há claramente uma estratégia, que ele mesmo parece ter aceitado, de assumir o papel de “Malvado Favorito”. Favorito de quem? Do próprio prefeito Peninha, que encontrou um bode expiatório para depositar a culpa de todas as mazelas do governo.
A equipe do Jornal O Popular Catarinense visitou alguns departamentos públicos municipais de Imbituba, e o tom é sempre o mesmo: tudo o que falta é culpa de Giovani.
Mas e o prefeito?
O principal responsável por todas essas situações é o próprio Michell Peninha.
“O básico bem feito”, “prefeito tem que trabalhar o dia todo”, “prefeito tem que dar soco na mesa”: esses eram seus mantras quando era vereador.
Hoje ele dá soco na mesa, vive dentro da prefeitura e almoça marmita ao meio-dia. E a realidade? Muito conteúdo de Instagram e uma cidade verdadeiramente abandonada.
Por que os servidores viraram vilões para Peninha e Giovani?
O “Pink e o Cérebro” de Imbituba querem transmitir a ideia para a população de que os servidores são pessoas acomodadas, que recebem altos salários e nada produzem.
Porém, 75% desses pais e mães de família recebem menos de dois salários mínimos de remuneração base. São pessoas comuns que fazem o município funcionar no dia a dia e que agora estão sendo enxovalhadas por um governo que parece acreditar em apenas uma solução: a terceirização de todos os serviços.
O próximo passo é claro: abrir justificativa, diante da suposta ausência de servidores, para contratar empresas terceirizadas. Isso porque o que mais se ouve entre os próprios servidores é a vontade de sair.
A desmotivação é geral. O sentimento é de que não há clima para continuar sendo exposto e atacado por Peninha, pelas mãos de Giovani.









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