Demora por cirurgia agrava quadro e idosa deve perder dedo em hospital de Santa Catarina

Uma espera de quase um mês por um procedimento cirúrgico terminou em agravamento clínico e uma consequência irreversível para uma idosa de 74 anos em Santa Catarina. Internada desde o início de abril no Hospital Estadual Hans Dieter Schmidt, em Joinville, a paciente agora deverá passar pela amputação de um dedo do pé após evolução de uma infecção.

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O caso envolve Terezinha Camargo de Jesus, que deu entrada na unidade com um quadro infeccioso inicialmente considerado controlável. No entanto, com o passar das semanas e a demora para realização de exames e cirurgia, a situação se agravou, evoluindo para comprometimento da circulação sanguínea e necrose — condição em que o tecido perde completamente sua vitalidade.

A cirurgia finalmente foi realizada no início desta semana, após o quadro se tornar mais grave. Apesar da estabilização clínica e da melhora geral — que permitiu a saída da UTI — a equipe médica confirmou que não há possibilidade de recuperar o dedo afetado.

Familiares apontam que a perda poderia ter sido evitada caso o procedimento tivesse ocorrido ainda nos primeiros dias de internação. Segundo relatos, o atraso no atendimento incluiu dificuldades para exames, espera por leito adequado e demora na definição da intervenção cirúrgica.

“Quando ela chegou, ainda havia chance de salvar. Agora, infelizmente, não há mais”, relatou uma familiar.

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Atualmente, o estado de saúde da paciente é considerado estável, sem infecção ativa e com sinais graduais de retomada da circulação em parte do pé. A equipe médica acompanha a evolução para definir a extensão da amputação, buscando evitar intervenções mais amplas.

O caso acende um alerta sobre os impactos do tempo de resposta no sistema público de saúde. Em situações como essa, onde há doenças associadas como diabetes e problemas cardíacos, a agilidade no diagnóstico e na intervenção pode ser decisiva para evitar desfechos mais severos.

Enquanto segue em recuperação na enfermaria, a paciente aguarda os próximos passos do tratamento — e a família, respostas sobre o que poderia ter sido diferente.

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