A proposta adotada pela rede municipal de ensino de Garopaba de oferecer refeições sem carne às segundas-feiras gerou debates entre famílias, representantes políticos e comunidade escolar nos últimos dias. O tema ganhou repercussão estadual após ser discutido na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).
A iniciativa, ligada ao planejamento alimentar das escolas municipais, segue orientações do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e prevê substituição da proteína animal por outras combinações nutricionais em um dia da semana.
Segundo o município, os cardápios são elaborados e acompanhados por profissionais da nutrição, garantindo equilíbrio alimentar, segurança nutricional e variedade na alimentação oferecida aos estudantes.
Apesar disso, a proposta passou a ser questionada por parte das famílias e representantes políticos, principalmente em relação ao impacto nutricional da medida para crianças atendidas pela rede pública.
O assunto foi levado à tribuna da Alesc pela deputada estadual Ana Campagnolo, que criticou a iniciativa durante sessão realizada na última semana. Em seu pronunciamento, a parlamentar questionou os critérios adotados pela administração municipal e afirmou que a alimentação escolar possui papel fundamental para estudantes em situação de vulnerabilidade social.
O debate também repercutiu em Garopaba. O vereador Felippe de Souza manifestou preocupação com a alteração no cardápio escolar e informou que solicitou esclarecimentos técnicos à Secretaria Municipal de Educação sobre os critérios utilizados na implementação da proposta.
Em nota oficial, a Prefeitura de Garopaba esclareceu que não houve retirada definitiva de proteínas da alimentação escolar nem adesão a movimentos ideológicos ou partidários. Conforme o município, a prática já fazia parte da rotina operacional da rede devido a questões logísticas relacionadas ao preparo e armazenamento adequado das carnes após os fins de semana.
A administração municipal informou ainda que, em 2026, houve ampliação na oferta de refeições salgadas nas escolas, passando de duas para três vezes por semana.
O tema segue gerando discussões entre diferentes setores da comunidade, envolvendo aspectos ligados à nutrição infantil, segurança alimentar, gestão escolar e organização dos serviços de alimentação na rede pública municipal.








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