Um caso envolvendo um menino de 8 anos mobilizou a comunidade de Imbituba após a criança precisar passar por uma cirurgia de emergência dias depois de um atendimento inicial que apontava quadro sem gravidade. A família levanta questionamentos sobre a conduta adotada na primeira avaliação médica.
Segundo relatos, o caso teve início no sábado, 18 de abril, quando o menino deu entrada em uma unidade hospitalar do município após sofrer uma queda de bicicleta. Ele apresentava dores na região abdominal e episódios de vômito, sendo submetido a exame de imagem.
Na ocasião, a avaliação inicial teria descartado complicações mais sérias, com indicação de um quadro leve. A criança foi medicada e liberada para retornar para casa ainda naquela noite.
No dia seguinte, porém, a situação mudou. A própria unidade de saúde entrou em contato com a família solicitando o retorno imediato para uma nova avaliação. Desta vez, ao ser atendido por outro profissional, foi identificado um quadro grave: uma perfuração intestinal com comprometimento da cavidade abdominal.
Diante da gravidade, o menino foi internado e submetido a uma cirurgia de emergência, que incluiu a correção da lesão intestinal e a retirada do apêndice. Após o procedimento, ele permaneceu hospitalizado e, posteriormente, foi transferido para uma unidade em Criciúma.
De acordo com a família, o estado de saúde da criança é estável e apresenta evolução positiva. O menino já está consciente e iniciou os primeiros movimentos com auxílio, apesar das dores ainda presentes no processo de recuperação.
O principal ponto levantado pelos familiares diz respeito à condução do primeiro atendimento. Eles questionam se o exame realizado inicialmente já indicava sinais que poderiam ter levado a uma investigação mais aprofundada antes da liberação. Durante a madrugada, a criança permaneceu em casa com dor intensa até ser chamada novamente pela unidade.
Apesar das críticas, a família também reconheceu o atendimento prestado pelos demais profissionais envolvidos posteriormente no caso, destacando a atenção recebida durante a internação.
Procurada, a instituição de saúde informou que o paciente foi atendido, passou por procedimento cirúrgico e foi transferido para continuidade do tratamento, sem detalhar a avaliação inicial.
O caso repercutiu entre moradores da cidade e reacende o debate sobre a importância de diagnósticos precisos e acompanhamento adequado em atendimentos de urgência. A família avalia possíveis medidas legais enquanto a criança segue em recuperação.










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