Congresso Nacional deve analisar duas pautas econômicas estratégicas para Santa Catarina em 2026

O início do ano legislativo de 2026 no Congresso Nacional trouxe à pauta dois temas considerados estratégicos para a economia brasileira e que têm impacto direto sobre Santa Catarina: a aprovação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia e o projeto que propõe o fim da jornada de trabalho no modelo 6×1.

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Em um ano marcado por eleições e pela realização da Copa do Mundo, o governo federal elencou prioridades que podem influenciar significativamente o ambiente econômico. Entre elas, o acordo Mercosul–União Europeia é visto com otimismo pelo setor produtivo. Segundo o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), a proposta deve avançar para votação nos próximos meses.

A expectativa do governo é acelerar a ratificação do acordo, já que, após a sanção presidencial e a publicação oficial, ele poderá começar a gerar efeitos práticos. Isso porque a União Europeia poderá aprovar provisoriamente o tratado assim que um dos países do Mercosul concluir o processo de ratificação, mesmo antes da análise definitiva do Parlamento Europeu. A medida é considerada um estímulo ao comércio exterior e à ampliação de mercados para produtos brasileiros.

Por outro lado, o projeto que propõe o fim da jornada de trabalho 6×1, reduzindo a carga semanal de 44 para 36 horas, gera preocupação entre empresários. Embora a mudança represente um alívio na rotina dos trabalhadores, o setor produtivo alerta para o aumento significativo dos custos operacionais.

A indústria e o comércio estão entre os segmentos mais apreensivos. Em Santa Catarina, grandes agroindústrias já estimaram que a redução da jornada pode resultar em custos adicionais bilionários. Diante desse cenário, empresas avaliam alternativas como o repasse dos custos aos preços finais ou a redução da produção. Ambas as opções podem impactar diretamente o mercado de carnes, setor no qual o Brasil é líder mundial em exportação de proteína animal.

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No comércio, o impacto também tende a ser expressivo. Um levantamento da plataforma de serviços VR aponta que mais da metade das empresas que adotam a escala 6×1 pertence ao setor comercial, o que evidencia o alcance da proposta e seus possíveis reflexos no atendimento ao público e na geração de empregos.

As duas pautas devem concentrar debates intensos ao longo do ano no Congresso Nacional, com atenção redobrada de empresários, trabalhadores e lideranças políticas catarinenses, diante dos efeitos econômicos e sociais que podem provocar no estado.

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