BOA VISTA, ENFIM — DE IMBITUBA
Depois de décadas de espera, a novela da comunidade de Boa Vista ganhou seu capítulo mais importante: a aprovação que confirma a área como pertencente a Imbituba. Uma conquista histórica, construída tijolo por tijolo desde os tempos do ex-prefeito Jaison Cardoso de Souza, quando seu então secretário de Administração, Dorvalino Melo, vasculhou acervos, reuniu papéis esquecidos e montou um dossiê que sustentou toda essa batalha.
Mas essa vitória também tem carimbo atual. O prefeito Michell Nunes e os vereadores fizeram o trabalho pesado: insistiram, pressionaram, viajaram, lotaram gabinetes, bateram na porta da ALESC quantas vezes fosse necessário. Foi política no modo raiz: corpo a corpo, café frio e muita persistência. E não dá para esquecer o papel da própria comunidade, que encheu audiência pública e deixou claro — em voto e voz — que queria ser Imbituba, não Laguna.
Agora, o foco é o governador Jorginho Melo, que precisa sancionar o projeto para fechar o ciclo. Quando isso ocorrer, acaba a desculpa de que a área estava no “meio do caminho”. Imbituba terá a obrigação de investir, cuidar e devolver dignidade à população de Boa Vista, historicamente desassistida pelos dois lados.
O vice-prefeito Leandro Bento de Laguna em entrevista disse que buscará junto ao Governador Jorginho Melo o veto ao projeto, caso não ocorra buscará o judiciário através de uma ADIN para tentar anular todo o processo. O prefeito Crippa não participou das articulações na Assembleia — estava em Brasília.
Por ora, Imbituba comemora. Mas, como sempre na política catarinense, o próximo capítulo poderá já está sendo escrito.
BOLA DENTRO
A inauguração do Skate Park de Imbituba reuniu centenas de jovens, famílias e esportistas, que celebraram a entrega de uma pista moderna, de alta qualidade e bastante elogiada pela comunidade do skate. O espaço, projetado com padrão profissional, foi considerado um marco importante do governo Michel Nunes — uma obra que apesar do atraso foi iniciada e concluída integralmente na atual gestão.
Apesar da recepção positiva, há conversas de bastidores sobre o local escolhido, já que a proximidade da igreja teria causado certo desconforto. Rumores apontam que o Padre não teria gostado do barulho no dia da inauguração, que coincidiu com um batismo, levantando debate sobre se o parque de eventos seria um lugar mais adequado.
A festa, porém, superou expectativas: a chegada do Papai Noel em um trem iluminado da Ferrovia Tereza Cristina emocionou as crianças e marcou a noite. O show da Camerata também encantou o público, reforçando o clima especial do evento.
Ainda assim, há pontos a melhorar para os próximos encontros: faltou um espaço mais organizado para alimentação e comércio, e a iluminação poderia ter sido mais intensa. Mesmo assim, o conjunto da celebração foi muito positivo. Agora, a cidade aguarda a decoração natalina prometida para o Calçadão, que, segundo o governo, deve surpreender. Dois acertos importantes fecham o primeiro ano da gestão Michel em clima de aprovação.
FUMAÇA BRANCA
Depois de semanas de vai-e-vem, rumores, desistências e ensaios de candidatura, a novela acabou: o vereador Eduardo Faustina, líder do governo, está oficialmente fora da disputa pela presidência da Câmara. Como este colunista já havia antecipado, o prefeito Michell Nunes cravou seu nome: Deivid Aquino será o candidato governista. Exonerado da Secretaria de Infraestrutura, Daivid já retomou sua cadeira, reuniu a base e recebeu o martelo final — é o nome do governo e ponto.
O vereador Matheus Pereira, que acalentava a ideia de disputar, não teve força para sustentar uma chapa e acabou deslocado para a vice-presidência na composição com Daivid. A eleição está prevista para o dia 15 e, até agora, apenas uma chapa está inscrita. Existe, nos bastidores, a possibilidade de uma candidatura alternativa liderada por Henrique Francisco Mello (PP), mas no cenário atual Daivid caminha para ser presidente novamente.
Na Secretaria de Obras, enquanto isso, o clima é de expectativa: o prefeito ainda não definiu o titular definitivo, mantendo um interino. Nos corredores, cresce a pressão para que o escolhido seja Rafael Mello, primeiro suplente, cargo efetivo e visto como parceiro político, conhecedor da cidade e com atuações importantes no mandato anterior. A decisão deve sair antes do fim do ano — e precisa sair rápido. Imbituba entra na temporada de verão e exige alguém trabalhador e que entenda cada canto da cidade e não caia de paraquedas em plena alta temporada.
BOLA DE NEVE
O pedido do Ministério Público para anular o aumento salarial do prefeito, vice-prefeito e secretários de Laguna movimentou o cenário político regional. A medida, que questiona a legalidade dos reajustes aprovados pela Câmara, pode abrir um precedente importante para outros municípios do Sul de Santa Catarina.
Em Imbituba, o tema também é acompanhado de perto. Embora o município tenha sua própria realidade administrativa e orçamentária, trata-se de um assunto sensível que costuma gerar debates sempre que surgem discussões sobre subsídios do Executivo e do primeiro escalão. A situação de Laguna, portanto, acaba servindo como alerta geral, apenas no sentido de reforçar a necessidade de atenção e transparência — algo que Imbituba já vem observando em suas análises internas.
Caso o pedido do Ministério Público seja acolhido, especialistas avaliam que o movimento pode gerar um efeito cascata, uma bola de neve incentivando outras cidades a revisarem procedimentos, projetos e legislações relacionadas a reajustes. Não se trata de comparar municípios, mas de reconhecer que decisões desse porte costumam irradiar impacto para toda a região.
Na prática, o episódio de Laguna deve fortalecer o debate sobre responsabilidade fiscal e clareza nos critérios de remuneração pública, estimulando uma postura preventiva e alinhada com a legislação — tanto em Laguna quanto nas cidades vizinhas.
#RAPIDAS#
- Gaspar: O ex-prefeito Kleber Wan-Dall virou réu por suposta autopromoção com verba pública. Segundo o MPSC, ele teria usado recursos de campanhas institucionais para promover a própria imagem. Se essa moda pega…
- Laguna: A Prefeitura anunciou que zerou a fila do CadÚnico, que tinha centenas de solicitações acumuladas. Agora, quem procura o serviço é atendido imediatamente ou em poucos dias — um avanço importante.
- Joinville: O prefeito Adriano da Silva enfrenta críticas da oposição por gastos elevados com publicidade. Vereadores afirmam que a despesa estaria na casa dos R$ 85 mil por dia, o que acendeu o alerta político.
- Paraná: O PP anunciou, de forma unânime, que não irá homologar a candidatura do senador Sergio Moro ao governo do Estado dentro da Federação União Progressista.
- Joinville (2): Os vereadores aprovaram aumento de 37% no salário dos secretários municipais, que passou de R$ 17,1 mil para R$ 23,5 mil. A Câmara também autorizou a criação de novos cargos comissionados.
- Imbituba: O vereador Bruno Pacheco voltou a cobrar a instalação de novos abrigos de ônibus. Ele chegou a destinar parte de suas emendas para resolver o problema. Está certo — a situação atual é uma vergonha.
- Santa Catarina: O ex-governador Carlos Moisés tenta retomar espaço após o silêncio que se seguiu à derrota em 2022. Nos últimos dias, circulou com caciques do PSD, e há quem aposte que pode surgir como candidato a deputado estadual.
- São José: em regime de urgência a câmara de São José aprovou projetos que criam 02 secretarias, 40 cargos comissionados e 32 milhões em empréstimo na Caixa Econômica Federal.










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