Uma semana após a repercussão da organização comunitária para coleta seletiva em Ibiraquera e regiões próximas, o tema continua mobilizando moradores e ampliando o debate sobre a efetividade do serviço público em Imbituba.
A iniciativa independente, que já vinha sendo realizada por moradores, passou a evidenciar não apenas uma solução local, mas também possíveis fragilidades estruturais na forma como a coleta seletiva vem sendo conduzida no município.
Desde a publicação da primeira reportagem, novos relatos reforçam um padrão de inconsistência no serviço: ausência de cronogramas claros, dificuldade de acesso à informação e falta de alinhamento entre o que é previsto e o que, de fato, chega à população.
A continuidade da ação comunitária, com coletas regulares e participação ativa dos moradores, tem chamado atenção justamente por apresentar características que a população afirma não encontrar no sistema oficial: previsibilidade, comunicação direta e engajamento.
Para moradores envolvidos, o problema não está apenas na existência do serviço, mas na forma como ele é executado.
“A gente não está substituindo o poder público por escolha. A gente está preenchendo uma necessidade que continua sem resposta”, relata um dos participantes do grupo.
Outro ponto que ganhou força após a repercussão da pauta é a discussão sobre transparência. Moradores questionam a ausência de informações públicas detalhadas sobre rotas, frequência da coleta seletiva e critérios de atendimento das localidades.
Além disso, cresce a cobrança sobre o acompanhamento e a fiscalização dos serviços prestados, especialmente no que diz respeito à destinação final dos resíduos recicláveis.
A coleta seletiva, além de seu papel ambiental, integra uma cadeia econômica relevante. Quando não estruturada de forma eficiente, gera não apenas impacto ambiental, mas também perda de potencial econômico para o município e para trabalhadores envolvidos na reciclagem.
A manutenção da iniciativa comunitária, mesmo após a visibilidade do tema, reforça a percepção de que ainda não houve resposta prática capaz de suprir a demanda existente.
Diante disso, o debate avança para um ponto central: a necessidade de estruturação de uma política pública clara, funcional e acessível à população.
Até o momento, não houve manifestação pública detalhada por parte da Prefeitura de Imbituba sobre possíveis ajustes, ampliação ou reestruturação do serviço de coleta seletiva.
A reportagem segue acompanhando o caso.
Enquanto isso, nas ruas, a rotina permanece a mesma: moradores organizando, separando e garantindo, por conta própria, o destino correto dos resíduos.
Um movimento que começou como solução emergencial e que, agora, se consolida como um indicativo direto de que o sistema público ainda não responde, na prática, à demanda da cidade.









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