Bebidas falsificadas com metanol acendem alerta em SC

O Procon de Santa Catarina intensificou a fiscalização de bebidas alcoólicas e pede que os consumidores denunciem qualquer sintoma após o consumo. A medida ganhou força depois que três pessoas morreram e nove foram hospitalizadas em São Paulo por envenenamento com metanol.

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A diretora Michele Alves orienta a população a checar detalhes simples. “Olhe a embalagem, veja se há erros no rótulo e desconfie de preços muito abaixo do normal. Se sentir mal-estar, procure um médico e acione o Procon”, afirma.

O Ministério da Justiça já investiga uma possível rede de distribuição irregular em todo o país. A Polícia Federal atua no caso porque os lotes adulterados não se limitam a um tipo de bebida: há registros em vodka, gin e uísque.

Em Santa Catarina, fiscais estaduais e municipais receberão treinamento específico em novembro para identificar fraudes. O colegiado nacional de Procons também discute medidas conjuntas para barrar a circulação de produtos contaminados.

O Procon divulgou canais de emergência para casos suspeitos. Entre eles estão o Disque-Intoxicação da Anvisa (0800 722 6001) e o Centro de Informação Toxicológica de SC (0800 643 5252).

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Os sinais de alerta para o consumidor incluem lacre violado, rótulo mal impresso, ausência de lote ou CNPJ e bebidas com coloração alterada. Os sintomas de intoxicação por metanol podem aparecer entre seis e doze horas: visão turva, dor de cabeça intensa, náusea, vômito e dificuldade para respirar.

A falsificação de bebidas é crime. Quem for flagrado com produtos adulterados pode responder com prisão e multa.

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