NOVAS TEMPESTADES
A tendência é que a Operação Mensageiro seja encerrada ainda neste mês e os resultados sejam apresentados, mas isso não significa o fim das investigações em Santa Catarina. A Mensageiro é apenas um dos 62 anexos gerados pela Operação Et Pater Filium, mostrando que o trabalho do Ministério Público deve gerar ainda mais desdobramentos.
Estima-se que a Mensageiro tenha originado pelo menos 50 novos anexos, fruto de apreensões de mídias, celulares, documentos, delações e depoimentos colhidos durante as investigações. Desde que assumiu, a nova chefe do MPSC, Dra. Vanessa Cavallazzi, tem comandado ao menos duas operações semanais contra os mais variados crimes, acelerando processos que estavam parados. A expectativa é de novas tempestades na “região” abrangendo novos alvos e temas.
ELEIÇÃO DA CÂMARA
Faltando quatro meses para a eleição da nova mesa diretora da Câmara de Imbituba, os bastidores começam a se movimentar. A presidência acertada entre o governo, seria do líder do PL, Dr. Eduardo Faustina da Rosa. Mas rumores indicam que Eduardo pode desistir da presidência, por motivos profissionais podendo inclusive indicar um substituto caso decline da disputa, nada oficial.
O presidente atual, Matheus Pereira Palladini, é a opção natural para reeleição. Porém, circulam outros pretendentes: Elizio Sgrott (PP), David Aquino (PL) — que pode voltar da Secretaria de Obras para disputar —, Tiago Rosa (Republicanos) e Humberto Carlos dos Santos (PSB), que, apesar de não ser 100% da base, mantém boa relação com o governo e poderia ser consenso.
Como sempre, o prefeito deve ter a palavra final na escolha. Mas há quem defenda mudanças: tirar do papel e iniciar o famoso anexo e ampliar o mandato da mesa de 12 para 24 meses, como já foi aqui em Imbituba, para dar mais estabilidade e continuidade aos trabalhos legislativos. Apesar de faltar quatro meses, a tendência ainda é a reeleição de Matheus Palladini.
BIOGRAFIA
O Imbitubense Luiz Gonzaga de Carvalho, conhecido como Zaga da INKOR, será tema da biografia “Do chinelo ao sucesso: A máquina não para”, lançada para o dia 20 de setembro no Imbituba Praia Clube, data em que estará comemorando e festejando os seus 55 anos de vida. Empresário de destaque, fundador da 6ª maior empresa de argamassas e impermeabilizantes do Brasil, Zaga também trilhou caminhos na política. Filiado pela primeira vez ao partido político MDB, foi eleito vice-prefeito de Imbituba, consolidando sua presença pública. Na sequência, disputou a prefeitura pelo Republicanos, conquistando quase 10 mil votos e ficando em segundo lugar. A trajetória mostra seu caráter visionário e a capacidade de liderança tanto nos negócios quanto na política. Desde jovem, trabalhou ao lado da mãe em negócios da família, passando por transportadora, posto de combustíveis e lojas de piso. Hoje, além da INKOR, com fábricas em quatro estados, atua também na construtora ROKNI e outros empreendimentos. O livro, assinado pelo jornalista Rodrigo Speck.
TENSÃO
A pré-candidatura ao Senado de Carlos Bolsonaro (PL-RJ) em Santa Catarina tem provocado turbulência nos bastidores políticos do estado. Jorginho Mello, que havia falado em uma vaga para a deputada federal Carol de Tone em 2026, viu o “barco balançar” após o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, cravar Carlos Bolsonaro e Esperidião Amin (PP) como os nomes ao Senado. Ao ser questionado sobre Carol, Valdemar limitou-se a dizer que ela “pode disputar para federal”. A declaração irritou lideranças do PL catarinense, que veem Carol mais competitiva que Carlos e temem perder espaço para o PP e até para o PSD ou MDB em futuras composições. Para aliados de Jorginho, a entrada de Carlos nada soma ao projeto de reeleição do governador e ainda pode fragmentar a direita, prejudicando a formação da majoritária para 2026.
FRAGILIDADE
Se as declarações de Valdemar da Costa Neto sobre as vagas ao Senado já causaram tensão no PL, no PSD o clima também não é dos melhores. A possível aliança garantindo as duas vagas a Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e Esperidião Amin (PP-SC), além do MDB indicar o vice de Jorginho Melo, acendeu o alerta no PSD, que teme ficar de fora de qualquer negociação em 2026. Lideranças do partido avaliam que, caso essa tríplice aliança PL-MDB-PP se confirme, a disputa pode ser definida já no primeiro turno, inviabilizando espaços para o PSD. Nos bastidores, muitos criticam a demora do partido em articular com Valdemar da Costa Neto, Baleia Rossi e Gilberto Kassab, o que teria aberto caminho para o atual cenário. Agora, resta saber se o PSD conseguirá reverter a situação ou ficará isolado na corrida eleitoral catarinense com João Rodrigues ao governo.
JULGAMENTO
O julgamento do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro no STF segue em andamento, mas já gera forte expectativa de condenação. Caso o resultado seja desfavorável, Bolsonaro ficará inelegível para 2026, abrindo caminho para uma reorganização da direita. Hoje, o campo conservador conta com vários nomes cotados: Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Ratinho Júnior, Tarcísio de Freitas e até Michele Bolsonaro. Enquanto isso, a esquerda concentra forças em um único candidato, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que preocupa lideranças de centro-direita. Sem Bolsonaro na disputa, a direita terá de superar divisões internas, evitar vaidades e construir uma candidatura de consenso para enfrentar Lula com um projeto racional e competitivo nas urnas.
RAPIDAS
⦁ O mandato dos deputados federais catarinenses Zé Trovão, Júlia Zanatta e Caroline de Toni está nas mãos do presidente do Conselho de Ética da Câmara, deputado Fabio Shiochet (SC), devido a denúncias relacionadas ao protesto contra a prisão de Bolsonaro.
⦁ Em Laguna, o prefeito Petterson Crippa realizou a troca do quarto secretário municipal, reforçando a ideia de que secretários que não entregam resultados são substituídos.
⦁ O governador Jorginho Mello cumpriu sua promessa e enviou a proposta para resolver o problema do Morro dos Cavalos; agora, aguarda análise do ministro Renan Filho e respaldo do presidente Lula.
⦁ Mais de 179 mil famílias em Santa Catarina devem ser beneficiadas pelo novo programa federal “Gás do Povo”, e espera-se que as prefeituras divulguem o benefício na região.
⦁ Além disso, Sangão foi um dos 116 municípios que aderiram ao programa habitacional Casa Catarina, destinado a famílias com renda de até dois salários mínimos, em iniciativa da Secretaria Estadual da Assistência Social.










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