Com pouco mais de 3 mil habitantes, Atalanta, no Alto Vale do Itajaí, enfrenta uma queda populacional constante e já foi citada em propostas de extinção de municípios. Apesar dos desafios, a cidade preserva sua história, cultura e economia agrícola.
Segundo dados da Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí (AMAVI), Atalanta perdeu cerca de 475 moradores entre 1991 e 2022 — uma redução de 12,8% da população. O município tinha 3.702 habitantes em 1991 e chegou a 3.227 no último levantamento.
Fundada oficialmente em 1964, Atalanta surgiu como distrito de Ituporanga e recebeu o nome em homenagem ao clube italiano Atalanta Bergamasca Calcio, campeão da Copa da Itália em 1963 — uma escolha feita pelo então presidente da Câmara de Vereadores, Ernesto Pagliolli.
Com 94 km² de área, a cidade tem forte vocação agrícola, com 500 propriedades rurais e cerca de 2.700 hectares cultivados. Os principais produtos são milho, cebola, fumo e feijão. O município também abriga pequenas indústrias, como tinturarias, marcenarias, serrarias e fábricas de conservas e máquinas agrícolas.
Em 2014, a prefeitura estruturou uma área industrial para atrair novas empresas. O comércio local soma cerca de 50 estabelecimentos, incluindo supermercados, lojas de móveis, bares, restaurantes e produtos agropecuários.
Em 2019, Atalanta foi citada como uma das cidades que poderiam ser extintas caso a PEC do Pacto Federativo fosse aprovada, devido à baixa arrecadação própria — apenas 1,4% da receita total na época. A proposta gerou preocupação na comunidade, mas não avançou.
Mesmo diante das adversidades demográficas, Atalanta segue resistindo e consolidando seu papel na região do Alto Vale do Itajaí.










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