Analista político prevê mudanças no secretariado em Imbituba

@jailsonteixeira_009

ENTREVISTA BASTIDORES DO PODER

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No programa Bastidores do Poder desta segunda-feira (18), na Rádio Difusora 100.3 FM, este colunista entrevistou a atual presidente do PDT de Imbituba, Graciela Wiemes Ribeiro, ex-secretária de Saúde que fez uma ampla análise sobre o cenário político local e estadual. Ela confirmou ser pré-candidata a deputada, podendo disputar vaga tanto na Assembleia Legislativa quanto na Câmara Federal, além de anunciar que também estará na disputa pela Prefeitura em 2028.

Graciela não poupou críticas ao governo Michell Nunes, apontando falhas em áreas sensíveis como saúde, educação e turismo, que segundo ela ficaram muito aquém das promessas feitas em 2024. A dirigente destacou que a população esperava avanços, mas tem encontrado dificuldades e frustrações nos serviços oferecidos.

Ela também questionou a postura do legislativo municipal, afirmando que os vereadores “entram mudos e saem calados” das sessões, em contraste com o que ocorria no governo Rosenvaldo Júnior, quando havia mais debates, fiscalização e até pedido de cassação.

Por outro lado, a presidente do PDT fez elogios ao empresário Zaga da Inkor e à empresária Adriana Lumma, disse que a mulher tem que se envolver mais na política e que o PDT esta de portas abertas.

REFORMA A VISTA?

Informações extraoficiais apontam que o prefeito Michell Nunes segue avaliando mensalmente o desempenho de seus secretários. Os relatórios são sigilosos e servirão de base para possíveis mudanças no final do ano. A expectativa é de que pelo menos três pastas tenham alteração de comando.

Segundo apurado, Michell já concluiu que apostar apenas em perfis técnicos, sem experiência na máquina pública, não foi o melhor caminho. Ele avalia agora a possibilidade de manter a linha técnica, mas com exigência de vivência administrativa e respaldo político. A ideia seria buscar um perfil misto: conhecimento de gestão, experiência no setor público e base de apoio político.

Nos bastidores comenta-se que esse movimento também pode “azeitar” a relação do Executivo com sua base no Legislativo, já que tem se observado uma certa frieza entre vereadores e o Paço Municipal. Ao aproximar a política da gestão, Michell tenta dar mais fluidez na tramitação de projetos e garantir apoio para pautas estratégicas.

Outra hipótese que vem ganhando força é a de aproveitar funcionários de carreira para assumir secretarias. A medida, além de dar maior tecnicidade e conhecimento público, pode ser uma estratégia de aproximação com a própria classe dos servidores, valorizando quem já atua dentro da estrutura municipal.

O desenho de um novo secretariado, portanto, vai além de ajustes administrativos: pode significar também uma mudança no jogo político da cidade. Até o final do ano, a expectativa é de movimentações importantes no primeiro escalão.

ELEIÇÕES 2026: GOVERNO DO ESTADO

O cenário político em Santa Catarina para as eleições de 2026 começa a ganhar contornos mais definidos. Nesta semana, o prefeito de Chapecó e pré-candidato ao governo, João Rodrigues (PSD), elevou o tom das críticas ao governador Jorginho Mello (PL), principalmente em relação à falta de investimentos sociais em seu município. A postura reforça a ideia de que Rodrigues será, de fato, candidato, contrariando rumores de que buscaria apenas uma vaga ao Senado. A disputa para o Senado, inclusive, já estaria praticamente desenhada: uma cadeira reservada para a deputada federal Carol Detone (PL), indicada por Jorginho, e a outra, ao que tudo indica, disputada por Carlos Bolsonaro (PL-RJ). Caso Carlos não entre na corrida, abre-se espaço para uma negociação com o Progressistas, favorecendo o senador Esperidião Amin.

Com esse cenário, as portas do Senado praticamente se fecham para o PSD, empurrando João Rodrigues para a corrida ao governo. O MDB deve indicar o vice na chapa governista, consolidando a aliança com Jorginho. Assim, a disputa estadual tende a ficar polarizada em três candidaturas: Jorginho Mello, com a força da máquina, maior bancada na Alesc e cerca de 90 prefeituras; João Rodrigues, com o respaldo nacional de Gilberto Kassab e do projeto presidencial de Ratinho Júnior; e Décio Lima, do PT, que tenta atrair os votos da esquerda e dos descontentes da direita.

Na prática, Jorginho larga com larga vantagem, mas o jogo político catarinense promete ser movimentado até outubro de 2026.

ELEIÇÃO 2026: PRESIDENCIÁVEIS

O processo eleitoral para a presidência da República em 2026 segue indefinido e marcado por incertezas. O chamado “tarifaço” acabou travando o debate político e, de certa forma, ajudou um pouco o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a recuperar parte de sua popularidade diante dos eleitores. Pesquisas recentes do Instituto Quaest mostram que a disputa tende a ser mais equilibrada quando o adversário direto de Lula é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Nesse cenário, a diferença cai e a eleição ganha contornos de acirramento.

Por outro lado, quando os nomes testados são Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná, Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás, ou ainda Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, a distância em relação a Lula aumenta de forma considerável. Isso reforça a percepção de que, no momento, apenas Tarcísio consegue emparelhar o jogo político nacional contra o atual presidente.

O quadro, no entanto, ainda é de instabilidade. O efeito do tarifaço pode se prolongar, mexendo no humor do eleitorado, e até mesmo redesenhando alianças. Enquanto isso, a oposição busca se organizar para encontrar um nome capaz de unir a direita e o centro em torno de uma candidatura competitiva e a pesquisa já indicou trata-se de Tarcísio de Freitas. 

#RAPIDAS#

  • Como este colunista já havia antecipado, a Operação Mensageiro não morreu. Voltou com força: novos alvos, novas empresas, novos contratos e um mar de desdobramentos pela frente.
  • A Polícia Civil concluiu as investigações e confirmou: houve compra de votos nas eleições de 2024. O delegado local foi direto: todos os envolvidos serão responsabilizados. O jogo sujo na política agora entra em fase de consequências.
  • O PP se federalizou com o União Brasil, e nasceu a União Progressista (UPr), hoje a maior legenda do país. Movimento estratégico de sobrevivência que amplia musculatura em Brasília. Enquanto isso, o PSDB segue dormindo em berço esplêndido, sem acordar para a nova realidade política.
  • Sob a liderança dos Deputados Federais Baleia Rossi (SP) (Presidente Nacional do MDB) e do catarinense Carlos Chiodini, (Vice Presidente Nacional do MDB) o MDB retoma em setembro as conversas para se federalizar com o Republicanos.

O governador mineiro Romeu Zema (Novo) entra oficialmente como pré-candidato à presidência. Com isso, o partido já articula lançar Adriano Silva, prefeito de Joinville, ao governo de Santa Catarina. O objetivo é claro: garantir palanque político no Estado e não deixar a legenda virar figurante no xadrez naciona

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